Funcionários(as) de escola terceirizados(as) denunciam novo calote da Tecnolimp

Funcionários(as) de escola terceirizados(as) denunciam novo calote da Tecnolimp

A empresa não pagou corretamente valores rescisórios, como férias proporcionais ao período trabalhado e a multa do FGTS

Foto: Gilson Abreu/AEN

Já conhecida pelos problemas com contratações de funcionários(as) de escola na Região Metropolitana de Curitiba, a Tecnolimp é mais uma vez foco de denúncia de trabalhadores(as).

Desta vez, o maior medo após a demissão em massa dos(as) contratados(as) foi concretizado e a empresa aplicou um calote naqueles(as) que já recebem os menores salários nas escolas públicas paranaenses.

Segundo o relato de Anderson*, funcionário(as) da Fazenda Rio Grande, contratado anteriormente pela empresa e agora trabalhando pela Pontual, a Tecnolimp ainda não realizou o pagamento correto dos valores rescisórios, como férias proporcionais ao período trabalhado e a multa do FGTS.

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“Eu trabalhei desde maio de 2021, quando começou a terceirização. A empresa pagou somente o valor do salário do aviso prévio, as férias que eu tenho direito ao proporcional eles não pagaram”, conta Anderson.

O funcionário relata ainda que o valor pago pelo aviso prévio foi referente ao salário antigo, mesmo após o aumento em fevereiro. 

“Tivemos aumento do salário e vale-alimentação em fevereiro, mas nem essa diferença eles pagaram. Além disso, a multa do FGTS foi paga incorretamente, já que não chega aos 40% definidos pela lei”, lamenta o trabalhador.

E a Seed?

Assim como em outros casos denunciados anteriormente pela APP, a Seed disse aos(às) trabalhadores(as) que não é de sua responsabilidade os problemas que ocorrem com as terceirizadas, mesmo sendo a instituição responsável pela fiscalização.

Já a Pontual, que reduziu o salário dos trabalhadores(as) para menos de salário mínimo nacional, nem chegou a se pronunciar sobre o caso ocorrido. 

Detalhe: A Pontual realizou a contratação destes Funcionários(as) na sede da Tecnolimp, conforme denunciamos nesta matéria.

“Logo após a nossa dispensa, fizemos os cálculos dos valores, porém recebemos um valor muito inferior. Estávamos contando com esse valor para o custeio da nossa sobrevivência visto que cada dia mais estamos mergulhado em uma crise”, completa Anderson.

A terceirização deu errado e precisa acabar. A política custa mais caro, entrega um serviço de pior qualidade, explora trabalhadores(as) e deixa escolas com carência de funcionários(as). A APP continua atenta às denúncias e cobra a imediata realização de concursos públicos.  

“Nós, terceirizados(as) só queremos o que é nosso por direito, nada além disso. Estamos todos os dias desempenhando o nosso papel nas escolas mesmo sobrecarregados(as) e pressionados(as) pela Seed. Temos direito à dignidade ao sair da empresa e receber os valores rescisórios corretamente”, finaliza o trabalhador.

* O nome do trabalhador foi mantido em anonimato para evitar represálias


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