Fórum Regional – Sudoeste do PR: solidariedade aos(às) trabalhadores(as) da educação

Educação não é gasto, é investimento!

O Fórum Regional das Organizações e Movimentos Sociais Populares do Campo e da Cidade do Sudoeste do Paraná, se solidariza com os trabalhadores e trabalhadoras da educação do Paraná que, em decorrência de mais descasos do Governo do Estado frente a educação, iniciaram uma greve de fome na porta do Palácio Iguaçu, desde o dia 19 de novembro.
Já na terça-feira (17/11), centenas de trabalhadores(as) estiveram mobilizados em Curitiba aguardando a reposta do governo do estado. Uma das pautas, é a revogação do edital n. 47/2020, que propõe haver uma prova presencial para professores temporários no momento de epicentro da pandemia do coronavírus, colocando em risco aproximadamente 90 mil pessoas, desrespeitando as condições da pandemia. Os critérios de seleção do PSS, não necessitavam de provas presenciais, este processo ocorre em Concursos Públicos, o qual este governo também tem negado.
Sem um retorno, acamparam em frente ao Palácio do Iguaçu. No dia seguinte (18/11), o desrespeito e falta de diálogo continuou, em decorrência disso, ocuparam a Assembleia Legislativa do Estado (ALEP) em busca diálogo com o Governo do Estado, ainda sem respostas, desocuparam a assembleia e 47 trabalhadores/as iniciaram a greve de fome. Até o momento, 29 educadores resistem na greve, colocando em risco suas vidas em prol do coletivo.
No estado do Paraná, a pandemia acirrou e acelerou a precarização da educação, prejudicando os direitos trabalhistas dos servidores/as em educação, como cargos e salários, tanto estadual como nos municípios da região, e extinguindo e terceirizando cargos dos funcionários/as de escolas. De forma geral tem negado os direitos dos servidores públicos do estado.
Recentemente, o governador do estado, anunciou a transformação de 200 colégios públicos estaduais em escolas militarizadas para isso serão destinados recursos a mais para estas escolas, no entanto, se o dinheiro é público o investimento deve ser em todas as escolas públicas.
Diante disso, é urgente que ocorra a saída do Secretário de Educação, Renato Feder, o qual não tem cumprido e dialogado com a categoria. É urgente que governador Ratinho Junior, assuma o compromisso do diálogo e de atender as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras da educação.
Educação não é gasto, é investimento!

Escola pública e de qualidade para todos e todas!