Feder cria bonificação “Ouro” e “Diamante” para professores(as) que cumprirem metas em SP

Feder cria bonificação “Ouro” e “Diamante” para professores(as) que cumprirem metas em SP


Especialista em reciclar ideias ruins, Renato Feder, ex-secretário da Educação do Paraná e agora secretário da pasta em São Paulo, anunciou uma mudança nos critérios da bonificação de desempenho para professores(as) da rede do estado. 

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Em matéria publicada pela Folha de São Paulo, o empresário comunicou a mudança, que a partir de agora, será feita a partir do desempenho  individual de cada professor(a) e não apenas da escola como um todo. 

Segundo o novo modelo, para que o professor(a) tenha direito ao bônus, a escola deverá ter frequência de no mínimo 80% para o período da manhã/tarde e 75% para o período noturno. O índice de 80%, pelo menos, deve ser alcançado também pela participação dos estudantes no Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), prova da Secretaria aplicada nas escolas.

O cálculo do bônus dependerá das notas do Saresp, sendo um “bônus ouro” (um salário a mais) caso as turmas consigam um aumento de 0,5 pontos ou “bônus diamante” (dois salários a mais) caso tenham um aumento de 0,8 pontos ou mais na prova. Haverá ainda um bônus intermediário para turmas dos professores(as) que tiverem uma melhora menor que os demais percentuais. 

Vale lembrar que no Paraná, o empresário implementou a Gratificação de Tecnologia e Ensino (GTE) e a avaliação “Professor Diamante”, dois artifícios utilizados como instrumento de vigilância e punição, condicionando a valorização salarial aos critérios de assiduidade, desempenho, produtividade e conceitos vagos como “participação”, entre outros. 

De acordo com Feder, os pagamentos serão realizados após a publicação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Aqui no estado, seguindo a mesma lógica, Ratinho Jr. e Roni Miranda prometeram uma bonificação de 3 mil reais caso a nota do Paraná no Ideb seja uma das melhores do país.

Enquanto Feder detona a educação pública de São Paulo, o seu pupilo e atual secretário da Educação do Paraná, Roni Miranda, dá continuidade ao projeto neoliberal de educação de seu ex-chefe.

Ambas as propostas reforçam o caráter meritocrático e empresarial que Feder e Ratinho Jr. tentam emplacar na educação pública, transformando a valorização profissional em uma moeda de troca para que educadores(as) cumpram metas cada vez mais abusivas.

Assim como em uma franquia de venda de cosméticos, Feder pretende premiar professores(as) que sacrificarem sua saúde mental para garantir que a sua gestão seja marcada por números positivos. Tudo isso sem levar em consideração uma educação humanizadora e que garanta a diversidade e democracia nas escolas públicas.

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