Estudo epidemiológico da Unespar alerta para o alto risco da volta às aulas presenciais

Estudo epidemiológico da Unespar alerta para o alto risco da volta às aulas presenciais

Segundo o documento, é necessário que o Estado dedique uma atenção especial aos riscos do retorno das atividades presenciais

Foto: Marcos Santos/ Fotos Públicas

Estudo da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) sobre a situação epidemiológica da Covid-19 no Paraná alerta para o alto risco da volta às aulas presenciais no atual momento da epidemia. A pesquisa do professor doutor Willian Augusto de Melo analisa dados de primeiro de janeiro a 2 de fevereiro para concluir que “quaisquer atividades que expõe o risco à saúde humana independente de sua faixa etária poderá causar o aumento de casos graves e das taxas de mortalidade, bem como colapsar o sistema público ou privado de saúde”.

O documento dedica atenção especial aos riscos da volta às aulas presenciais, nesse momento da pandemia. “Conforme já mencionado com relação ao menor risco de desenvolvimento de gravidade e ou casos letais da doença nas faixas etárias que compreendem crianças e jovens, deve-se ter em mente que depois de infectados, mesmo sendo assintomáticos, contaminarão seus próximos dentro ou fora do seu ambiente doméstico podendo aumentar número de casos graves ou letais em seus comunicantes”, alerta o texto da pesquisa, que cita casos de surtos de Covid-19 em escolas após volta de aulas presenciais.

Os indicadores epidemiológicos analisados apontam claramente que a pandemia mantém-se em estado crítico no Paraná. “Mesmo observando oscilações no decorrer da série histórica para aumento ou diminuição das taxas de incidência (casos novos) ou de mortalidade esses números continuam elevados e os riscos são iminentes em todo o Estado”, diz o relatório.

Para retomar as aulas presenciais com segurança, a pesquisa sugere medidas que o Governo do Paraná deveria tomar em vez de tentar impor a volta às aulas a todo custo.

“As recomendações exigem esforços que ultrapassam as ações individuais da coletividade, apontando a necessidades de medidas urgentes dos gestores públicos para dispensar infraestrutura adequada como insumos, ambientes readequados, treinamento e capacitação de recursos humanos, políticas novas de monitoramento sanitário nas instituições de ensino”.