Estatística mostra que, mesmo mais escolarizadas, mulheres ganham menos do que os homens no Brasil

Estatística mostra que, mesmo mais escolarizadas, mulheres ganham menos do que os homens no Brasil

Dirigente da APP-Sindicato comenta desafios na promoção da igualdade às mulheres e papel da educação para mudar realidade

Mobilização pelo fim da violência contra as mulheres (8/3/23) - Foto: Altvista / APP-Sindicato

Como explicar que, mesmo sendo maioria nas universidades e na população, as mulheres ainda ganham menos que os homens e são minoria nos espaços de poder? Mesmo com a aprovação de leis e avanços nos últimos anos, as estatísticas ainda mostram um cenário de grandes desafios.

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Para a secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP-Sindicato, professora Taís Adams, as soluções para o problema vão além da legislação. Ela defende que a educação é um caminho estratégico para mudar essa realidade, por ser um espaço de formação cidadã e crítica.

“Nossa luta vai além da sala de aula e precisa estar presente nas políticas públicas e nas práticas cotidianas. O machismo e a misoginia precisam ser desafiados também para combater a violência de gênero”, reforça Taís, destacando dados da Rede de Observatórios da Segurança de que no Brasil uma mulher é vítima de violência física a cada quatro horas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as brasileiras ganham, em média, 21% a menos que os homens, mesmo apresentando maior escolaridade. Atualmente, apenas 18% das cadeiras no Congresso Nacional são ocupadas por mulheres, segundo a organização Gênero e Número. Nas eleições municipais de 2024, apenas 12% das prefeituras brasileiras foram conquistadas por mulheres, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“A luta por equidade exige uma mudança cultural e estrutural em todos os espaços, da escola ao ambiente de trabalho, para frear a violência de gênero”, afirma a dirigente, mencionando que no dia 26 de agosto é celebrado o Dia Internacional da Igualdade Feminina.  

“Que essa data não seja apenas comemorativa, mas um lembrete de que a igualdade de gênero ainda é um objetivo a ser conquistado, como um compromisso coletivo, de coragem política e de mudança de mentalidade. É preciso garantir oportunidades reais, espaços de voz, segurança e respeito para todas as mulheres”, finaliza Taís Adams.

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