Encontro LGBT abre calendário dos encontros dos coletivos da CNTE em 2019


Foto: CNTE

Ontem (16), em Curitiba-PR, o coletivo LGBT da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), esteve reunido para tratar de temas de interesse da entidade, como a mobilização da categoria para o 15 de maio, data que está apontada como o Dia da Greve Geral da Classe Trabalhadora e Greve Nacional da Educação, e também sobre as ações para celebrar o dia 17 de maio que é o Dia Internacional de Luta Contra a LGBTfobia.

Pela CNTE, estiveram presentes Christovam Mendonça, secretário de direitos humanos; a secretária geral da entidade, Fátima Silva; o secretário de funcionários da educação, José Carlos do Prado (Zezinho); Mário Sérgio Ferreira, coordenador do Departamento de Especialistas; e da secretaria executiva, Marilda de Abreu.

Em sua fala, a professora Fátima lembrou o compromisso que a CNTE tem com a pauta LGBT “para nós, enquanto CNTE, a questão LGBT e dos direitos humanos está na agenda permanente, mas temos um grande desafio que fica ainda maior em momentos de retrocesso e perseguição aos sindicatos e movimentos sociais: trazer essa agenda para a prática cotidiana dos nossos sindicatos”, disse.

O secretário de direitos humanos abordou a necessidade de abrir espaço para dirigentes LGBT nos quadros sindicais, que a luta pela equidade seja uma política nas nossas estruturas. “A luta tem que tomar as ruas, mas tem que ser visível também nos corredores das nossas entidades. Essa causa anda de mãos dadas com a democracia e a conjuntura atual exige de nós uma organização muito maior”, avaliou Christovam.

A análise de conjuntura foi feita de maneira coletiva e horizontal e os pontos de destaque trazidos pelo grupo foram, especialmente, a necessidade de ter mais representatividade LGBT nos sindicatos e de planejar ações para combater a dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, à educação e aos programas sociais que a comunidade LGBT enfrenta.

“A caminhada é longa, já acumulamos muito, agora temos que transcender para a ação. Nossas escolas não conseguem acolher a comunidade LGBT, nossos pares na escola, educadores, ainda resistem à pluralidade do pensamento e da sexualidade, e nos sindicatos essa ainda é uma realidade”, disse Zezinho, lembrando que a luta pelos direitos é permanente e anda junto com a resistência social e com a organização e mobilização da sociedade. Ele também trouxe esclarecimentos sobre a importância da manutenção no Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT), onde a CNTE tem cadeira e que não pode ter sua existência ameaçada pelos retrocessos sociais que o atual governo tenta impor.

Após debate, o coletivo aprovou a elaboração do cartaz alusivo ao Dia Internacional de Luta Contra a LGBTfobia, 17 de maio, assim como a temática e conteúdos para o Jornal Mural que será enviado aos sindicatos em forma de arquivo digital para impressão nas localidades.

Participaram da reunião de trabalho 20 representantes dos seguintes sindicatos afiliados à CNTE: APEOESP, APP Sindicato, SIND-UTE/MG, SINTEP/MT, SINTEGO, SINDIUPES, SINTE-PI e SINTE-SC.

Fonte: CNTE