Empresas contratadas por Ratinho Jr atrasam salários de agentes educacionais

Empresas contratadas por Ratinho Jr atrasam salários de agentes educacionais

Em Castro, Colégio Estadual Major Vespasiano Carneiro de Mello está fechado desde 11 de junho pois terceirizados não receberam

Os(as) funcionários(as) de escola terceirizados(as) pelo Governo Ratinho Jr estão com salários e vale-alimentação atrasados em várias regiões do Paraná. Parte dos 9.700 servidores(as) PSS demitidos(as) por Ratinho foi recontratada por empresas que assumiram essas funções nas escolas. Só que os direitos desses trabalhadores(as) estão sendo desrespeitados, enquanto o governador faz vista grossa. “É dinheiro público indo para empresas privadas que não prestam o serviço correto nas nossas escolas, deixam trabalhadores sem salário e não garantem respeito no atendimento desses trabalhadores”, denuncia a secretária de Funcionários da APP-Sindicato, Nádia Brixner.

As trapalhadas do Governo Ratinho Jr na terceirização dos(as) funcionários(as) de escola não têm limites. O Governo contratou empresas sem licitação porque não consegue concluir as licitações para contratar empresas para fornecer mão de obra para as escolas. Parece confuso, mas você leu corretamente . “É inadmissível que o Governo do Estado faça um contrato emergencial com empresa terceirizadas, com dispensa de licitação, gaste milhões de reais, até que a licitação esteja concluída, quando poderia ter continuado com os funcionários PSS que já estavam trabalhando”, afirma Nádia.

O governador Ratinho Jr decidiu fazer mudanças e agora as coisas funcionam pior que antes – e empresas estão ganhando dinheiro com isso. Em Castro, uma escola fechou as portas por atraso no pagamento de funcionários(as) terceirizados(as). O Colégio Estadual Major Vespasiano Carneiro de Mello está fechado desde 11 de junho. Oito dos 12 agentes educacionais não receberam salário no início de junho. Os atrasos acontecem também em outras cidades do Paraná.

A APP-Sindicato confirmou a informação de que a empresa Especialy Terceirizações de São Paulo, que atende o NRE de Cianorte, Assis e Goioerê, ainda não entregou o vale-alimentação – o salário foi pago atrasado no dia 10. Os trabalhadores(as) contratados(as) também denunciam tratamento desrespeitoso das empresas terceirizadas, principalmente a Especialy, assim como da empresa Soluções, que atende escolas dos NREs de Ponta Grossa, Irati, Laranjeiras do Sul, Maringá, Paranavaí e União da Vitória. “Um outro problema que estamos detectando nas escolas é que as empresas não estão colocando o número suficiente de funcionários(as), de acordo com o número de PSS que as escolas tinham antes”, diz Nádia.

Nádia aponta que o dinheiro público que deveria ser destinado à melhoria da educação está indo para o setor privado, sem qualquer benefício para os estudantes. Empresas licitadas por meio do pregão eletrônico já atuam nos Núcleos Regionais de Cascavel, Foz do Iguaçu,Toledo, Assis, Umuarama Maringá,Londrina, Luanda, Goioerê e Paranavaí. Nos outros Núcleos as escolas são atendidas por contratos emergenciais sem licitação. O contrato com a Soluções, por exemplo, que é pra Irati, Ponta Grossa, Laranjeiras e União da Vitória, tem o valor de R$ 23.497.674,84, com validade de 180 dias, ou até que o processo de licitação seja concluído.