APP protesta contra posse de Conselho Estadual de Educação ilegítimo e golpista

APP protesta contra posse de Conselho Estadual de Educação ilegítimo e golpista

Após 30 anos de lutas no CEE, Ratinho Jr retira a cadeira da APP no Conselho e prepara terreno para políticas privatistas

Foto: APP-Sindicato

Às 9h da manhã desta sexta-feira (22), pela primeira vez em mais de 30 anos, o Conselho Estadual de Educação (CEE) foi empossado sem um representante dos trabalhadores(as).


A APP-Sindicato não reconhece a legitimidade do órgão sem a participação da categoria. Em paralelo à posse, a direção estadual realizou um ato simbólico na sede do CEE para denunciar o golpe.

Cartazes e faixas foram colados na fachada do prédio reafirmando a gravidade da manobra do governo Ratinho Jr, que retirou o assento histórico da APP e nomeou, para a vaga, uma indicação política do senador Flávio Arns.

“Exigimos que o governador e o senador recuem deste ataque sem precedentes à educação paranaense. Nenhum outro governo, mesmo em duros embates com o Sindicato, desrespeitou a representação da categoria no Conselho. Não admitiremos esta ingerência”, frisou o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão.

Não se trata apenas de um ataque à entidade, mas à escola pública e ao conjunto da sociedade.

“Sem a voz da categoria, quem este Conselho representa? Nós não teremos como debater pautas fundamentais que dialogam com a realidade da educação. Querem calar a escola pública e a nossa categoria”, enfatizou a secretária educacional Taís Mendes, cujo mandato no Conselho encerrou-se no último dia 18.

Com o aparelhamento do Conselho, o governo espera passar a boiada sem qualquer resistência em um período de intensas mudanças pedagógicas.

“Através da nossa vaga, defendemos com unhas e dentes o recurso público para a escola pública. Está claro que este é um golpe para acelerar o projeto privatista na educação do Paraná”, aponta Vanda Santana, secretária geral da APP-Sindicato.

A APP busca, desde a última semana, uma agenda com o senador Flávio Arns para reverter a indicação, e convoca entidades, estudantes e educadores(as) a denunciarem mais este ataque nefasto à escola pública.

Na próxima semana, o Sindicato se reúne com entidades do Fórum Popular de Educação para ampliar a resistência.