Em reunião com secretário, APP discute tabela salarial dos(as) funcionários(as) de escola

Em reunião com secretário, APP discute tabela salarial dos(as) funcionários(as) de escola

Salário digno, reconhecimento e valorização profissional dos(as) funcionários(as) de escola estão no centro da jornada de lutas da APP

Foto: Luís Lomba / APP-Sindicato

>> Receba notícias da APP no seu Whatsapp ou Telegram

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) vai formar um Grupo de Trabalho para tratar da nova tabela salarial dos(as) funcionários(as) de escola da rede pública estadual. A informação foi passada pelo secretário Roni Miranda a dirigentes da APP-Sindicato, em reunião na tarde de quinta-feira (11).

Walkiria Mazeto, presidenta da APP, cobrou a participação da categoria nos debates do Grupo de Trabalho. Em março, o Sindicato levou ao secretário a ideia de rever os salários da carreira, uma vez que os(as) Agentes I e II não possuem Piso Nacional e sofrem mais intensamente a defasagem da Data-Base.

A APP tem atuado continuamente pela recuperação salarial dos(as) funcionários de escola, os(as) mais mal remunerados do serviço público estadual. No último mês, a Direção Estadual se debruçou sobre a tabela e apresentou cálculos a Roni Miranda, defendendo um reajuste linear em toda a tabela.

“Cabe ressaltar que copiar e colar as mudanças realizadas na carreira dos QPPE não nos serve. É trocar seis por meia dúzia, pois achata a tabela, beneficia poucos(as) funcionários(as) e seria ainda mais prejudicial aos Agentes I, que já têm os menores salários”, explica Walkiria Mazeto.

A mais recente Assembleia Estadual da APP aprovou a centralidade e a unidade de luta de professores(as) e funcionários(as) pelos ajustes na tabela dos(das) funcionários(as) de escola.

O tema também foi debatido no Encontro do Coletivo de Funcionários(as) da APP, realizado em Curitiba em abril. O encontro propiciou uma ampla reflexão sobre a necessidade de atualizar a carreira dos(as) QFEB e recuperar as dramáticas perdas salariais sofridas nos últimos seis anos, que já chegam a 42%.

Há funcionários(as) de escola que recebem menos do que o salário mínimo nacional. Outros, Agentes II que não avançaram na carreira, sobrevivem com salários menores do que o piso regional.

Apesar de realizarem um trabalho essencial na escola pública, esses(as) servidores(as)têm sido invisibilizados pelo governo estadual.

Leia também:

>> Em reunião com o governo, FES reivindica reposição maior e retroativa a maio

MENU