Educadores(as) do Paraná participam de encontro nacional de trabalhadores(as) LGBTQIA+ organizado pela CUT

Educadores(as) do Paraná participam de encontro nacional de trabalhadores(as) LGBTQIA+ organizado pela CUT

Delegação da APP-Sindicato contou com representações de todas as regiões do estado para fazer o debate e a defesa dos direitos dos(as) trabalhadores(as) LGBTQIA+ que atuam na educação

APP-Sindicato presente na defesa de uma educação plural e de luta pela vida e soma forças na 2ª Marcha LGBTQIA+ da Classe Trabalhadora. Foto: Divulgação APP-Sindicato

A APP-Sindicato marcou presença nos debates durante o 7º Encontro Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ da Central Única dos Trabalhadores (CUT), realizado na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), entre os dias 4 e 7 de junho. O evento, que reuniu dirigentes sindicais, representantes de confederações e movimentos sociais de todo o país, teve como eixos centrais a defesa da democracia, o mundo do trabalho, as eleições de 2026 e a ampliação de direitos.

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O destaque da participação dos(as) trabalhadores(as) da educação no encontro ocorreu nos debates dedicados especificamente aos direitos LGBTQIA+ e sua relação com o ambiente escolar e os serviços públicos. Representantes do setor se reuniram para formular propostas e discutir a fundo temas cruciais como a inclusão, o combate ferrenho à discriminação e a garantia de direitos diretamente nos locais de trabalho.

O secretário executivo da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP-Sindicato, Clodoaldo Beraldo Antunes, reforçou essa necessidade ao defender uma educação plural. Para ele, a pauta é, acima de tudo, uma luta pela vida. Clodoaldo mencionou que, apesar dos avanços históricos, os desafios permanecem urgentes e exigem formação constante dentro das escolas, além de uma atuação firme na sociedade.

“Direitos não são promessas de campanha, são conquistas que se defendem com formação e luta. Em ano eleitoral, a disputa por políticas públicas reais para a população LGBTQIA+ é urgente. Não basta o discurso, precisamos de orçamento, saúde, segurança, trabalho e educação que acolham a diversidade de fato”, enfatizou Clodoaldo.

O secretário destacou ainda uma importante ação conjunta para dar subsídio a esse enfrentamento. “Pensando nisso, a CUT e a CNTE uniram forças e realizaram um curso essencial de formação focado em políticas públicas para a comunidade LGBTQIA+. A nossa capilaridade e a força dos trabalhadores e trabalhadoras da educação se juntam para instrumentalizar a militância e cobrar compromissos reais de quem quer governar nosso país. A luta por direitos e pela dignidade da classe trabalhadora é indissociável da luta contra a LGBTfobia!”.

Para a área da educação, as discussões apontaram que o combate à violência e o acolhimento da diversidade nas escolas dependem diretamente do fortalecimento da organização sindical e da transformação de iniciativas pontuais em políticas permanentes de Estado, evitando que os direitos da comunidade fiquem vulneráveis às oscilações da conjuntura política.

Marcha e mobilização nas ruas

Além dos intensos debates nas mesas temáticas, a delegação dos(as) trabalhadores(as) da educação somou forças na 2ª Marcha LGBTQIA+ da Classe Trabalhadora da CUT, realizada pelas ruas de São Paulo. O ato serviu para demonstrar a unidade do movimento sindical e recolocar a dimensão política e a defesa da classe trabalhadora no centro das manifestações do orgulho.

A programação de debates também incluiu painéis sobre o combate ao feminicídio e o lançamento de pesquisas voltadas à empregabilidade. As atividades culminaram no domingo (7), com a participação oficial do coletivo, dirigentes sindicais e militantes em um bloco especial da CUT durante a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo. Para os(as) organizadores(as), essa mobilização coletiva nas ruas reforça de forma contundente a articulação entre o movimento sindical e a luta histórica por cidadania, respeito, inclusão e direitos.

Força da delegação paranaense

Clodoaldo reforçou que os encaminhamentos do 7º Encontro Nacional consolidam o compromisso de levar o debate da diversidade de forma cada vez mais estruturada para dentro das escolas públicas paranaenses, pautando as instâncias de decisão, defendendo os(as) educadores(as) contra o pânico moral e assegurando um ambiente de trabalho livre de preconceitos. Ao final, ele fez questão de registrar um agradecimento especial à comitiva do estado.

“A nossa delegação foi a maior fora do estado de São Paulo, que fez toda a diferença nesse evento. Tivemos companheiros e companheiras dos Núcleos Sindicais de Curitiba Sul, Mandaguari, União da Vitória, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, Pato Branco, Campo Mourão, Maringá e da Direção Estadual. Cada pessoa foi importante para a construção de um coletivo baseado no companheirismo e na responsabilidade”, finalizou o dirigente.

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