Educadores(as) de cinco Estados estão em greve

Educadores(as) de cinco Estados estão em greve


De norte à sul do Brasil, há educadores(as) mobilizados(as) e em greve. E é nítida a semelhança das reivindicações: pagamento do piso, reajuste da data-base, concursos públicos, contra a superlotação das turmas, etc. Basicamente: desrespeito à direitos já conquistados (uma realidade constante em governos neoliberais).

No Paraná, desde o início do ano, educadores(as) já somam 51 dias de paralisação, resultado de um governo que se diz de diálogo, mas não respeita a lei do piso, da data-base e avança com balas de borracha, bombas, gás lacrimogêneo e camburão. Na pauta de reivindicações, professores(as) e funcionários(as) de escola pedem: Data-base (8,14%); Piso Nacional para professores e funcionários (13,01%), retroativo a janeiro; PSS – Pagamento pela maior habilitação; Porte de Escola (condições de trabalho); Concurso Público para professores e funcionários; Enquadramento dos aposentados no nível II; Novo modelo de atendimento a saúde do(a) servidor(a); Hora-atividade de 50%; Incorporação do auxílio-transporte ao salário.

Em Goiás, após diversas reuniões com o governo, sem nenhum avanço na negociação da pauta de reivindicação, desde o dia 13 de maio, os trabalhadores e trabalhadoras da educação não viram outra alternativa se não a greve. Os(as) educadores(as) pedem apenas que os direitos sejam respeitados, como o pagamento do piso dos professores; pagamento integral do salário dentro do mês trabalhado; pagamento da data-base dos administrativos na folha deste mês; salário dos contratos temporários equiparados de acordo com dos efetivos, conforme determina a Lei 11.738/08; e concurso público.

No Pará a situação não é diferente, o governo não quer diálogo com a categoria. Em greve desde o dia 25 de março, educadores e educadoras ocuparam por dois dias o Centro Integrado de Governo (CIG). A greve que dura quase 60 dias tem, entre outros pontos de pauta principais, o envio do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCR) à Assembleia; Reformas Urgentes das Escolas; Pagamento integral do retroativo do piso, redução gradativa das aulas suplementares, ressarcimento dos descontos efetivados aos grevistas e não descontos dos dias parados.

Em Santa Catarina, a greve começou há 54 dias. Na última assembleia da categoria, realizada no dia 14 de maio, foi deliberada a manutenção da greve. Os(as) trabalhadores(as) em educação não aceitaram a proposta do governo que não trouxe garantias concretas para as principais pautas de revindicação como o pagamento de 13,01% do piso, retroativo a janeiro, não incorporação da regência de classe, não contratação de ACTs como horistas, entre outros pontos. Segundo o comando de greve, cerca de 26 mil trabalhadores(as) permanecem em greve, com 110 municípios paralisados, além disso a ALESC e SED continuam ocupadas.

Já em São Paulo os(as) professores(as) da rede estadual há mais de dois meses paralisados pedem equiparação salarial com as categorias de nível superior, o que daria um reajuste de 75,33%. A garantia de direitos para docentes temporários também está entre as demandas dos grevistas. Além disso, questionam os valores supostamente recebidos pelos(as) professores(as) no mês de abril, conforme publicados no Portal da Transparência do Governo Estadual, no qual o governo somou todos os valores recebidos no mês (salário, bônus, décimo-terceiro, etc). Da forma que foram publicados os valores, induz-se a acreditar que os(as) professores(as) recebem altos salários, para desqualificar a nossa greve.

No Mato Grosso do Sul, educadores(as) em assembleia geral no dia 14 de maio, aprovaram a manutenção do indicativo de greve da categoria, que pode começar a partir do dia 21 de maio, caso o governo do Estado não avance nas negociações.

Assim como no Paraná, a indignação dos(as) educadores(as) pelo país com o desrespeito dos governos estaduais é tão grande que ceder aos pedidos de retorno às aulas é retroceder na pauta. Por isso, educadores(as) continuam firmes e mobilizados(as) por nenhum direito a menos.

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