Educação e Trabalho lideram os cortes do governo federal no orçamento de 2022

Educação e Trabalho lideram os cortes do governo federal no orçamento de 2022

Tesourada na Educação chega a R$ 740 milhões, comprometendo programas estratégicos de graduação, pós-graduação, ensino, pesquisa e extensão

O Ministério da Educação teve o segundo maior corte de orçamento federal para 2022, atrás apenas do Ministério do Trabalho, que teve R$ 1 bilhão de recursos vetados. A tesourada na Educação chega a R$ 740 milhões, comprometendo programas estratégicos de fomento às ações de graduação, pós-graduação, ensino, pesquisa e extensão.

Ao todo, os cortes no orçamento de 2022 chegaram a R$ 3,18 bilhões. Em nota, o governo federal justificou friamente os vetos com a necessidade de ajustar despesas obrigatórias de pessoal e encargos sociais.

Ainda é possível recompor os recursos destinados à educação. Para isso, o governo teria que encaminhar ao Congresso projeto de lei de crédito adicional, o que exigiria uma grande mobilização da categoria.

Outra área fundamental para o desenvolvimento do País atacada pelo governo federal é a pesquisa científica. O apoio a projetos por meio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) teve R$ 859 mil vetados. A Fiocruz, maior instituição de pesquisa biomédica da América Latina, e com importante papel na imunizaçãocontra a Covid19, teve um corte de R$ 11 milhões.

Além da educação e pesquisa, os cortes também atingiram projetos direcionados à consolidação de assentamentos rurais, pesquisas em universidades, reforma agrária e regularização fundiária, que são verbas importantes voltadas para as populações indígenas e quilombolas. Verbas dedicadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres também foram indeferidas.

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