Enfrentar a violência, fortalecer a organização coletiva e defender uma educação pública que acolha todas as mulheres e aponte para um futuro digno. Este é o tom da 24ª edição da revista Mátria, publicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), que circula neste mês de março com a chamada “A democracia avança com a força da mulher”.
>> Receba notícias da APP no seu Whatsapp ou Telegram
Com foco na liderança feminina, a publicação apresenta as biografias das mulheres que compõem a nova diretoria da CNTE. O Paraná ganha destaque especial nas páginas 32 e 38, que trazem as trajetórias das dirigentes da APP-Sindicato, Marlei Fernandes e Vanda Santana, eleitas no início deste ano para integrar a diretoria da Confederação, como vice-presidenta e secretária executiva, respectivamente.
Na página 32, a revista destaca o perfil da secretária de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, que foi reeleita vice-presidenta da CNTE. “Entrei no Sindicalismo por acreditar na luta coletiva, entender a educação como um processo permanente de transformação e de necessidade de lutar para as melhorias de carreira, salário e condições de trabalho das educadoras e educadores. E, principalmente: a defesa da escola pública universal, laica, de qualidade e referência social para todas e todos”, disse Marlei à revista.

Já na página 38, a publicação apresenta a presidenta do Núcleo Sindical de Paranaguá, Vanda do Pilar Santos Bandeira Santana, que foi eleita Secretária Executiva da CNTE, destacando a produção intelectual da dirigente sobre questões educacionais, como plataformização digital na educação e gestão democrática, além da atuação na coordenação de edições da CONAE e CONAPE.

Enfrentamento da violência
A edição deste ano apresenta um panorama abrangente das lutas femininas, trazendo reportagens de fôlego que vão desde o enfrentamento à violência nas escolas até o protagonismo das mulheres na economia e na ciência, consolidando-se como um documento histórico que conecta a sala de aula com os grandes debates da atualidade.
A revista dedica espaço central para debater o feminicídio. O caso chocante de um homem que tirou a vida de duas mulheres dentro de uma escola, em novembro de 2025, na cidade do Rio de Janeiro, é utilizado para denunciar como o machismo estrutural invade os espaços de ensino e reforça que o combate ao ódio contra as mulheres não pode ser apenas uma pauta externa, mas uma prática cotidiana de segurança, acolhimento e educação em direitos humanos dentro das comunidades escolares.
Uma entrevista exclusiva com a ministra das Mulheres, Márcia Helena Carvalho Lopes, aborda os desafios da igualdade de gênero, analisa o poder feminino nas democracias latino-americanas e as discussões da COP 30 sobre justiça climática.
Educação e democracia
Além de discutir a justiça de gênero e o combate às desigualdades salariais, a edição também lança um olhar atento sobre a saúde e o bem-estar das trabalhadoras, debatendo a sobrecarga de trabalho e a urgência de redes de apoio psicológico e social para as educadoras. Como instrumento pedagógico, a revista serve como subsídio para atividades em sala de aula, inspirando a categoria a seguir na luta por uma sociedade livre de violência e com direitos garantidos para todas.
A Mátria também aprofunda o debate sobre como a valorização da educação pública é um pilar indissociável da luta pela igualdade de gênero e do fortalecimento das instituições democráticas no Brasil. O lançamento ocorre em um momento estratégico de mobilização do mês de março de luta das mulheres, reforçando que a escola deve ser um território de acolhimento e de combate rigoroso ao machismo e à misoginia.
A versão on-line da revista está disponível no site da CNTE. Clique no link abaixo para acessar.
>> Revista Mátria – edição 2026 (versão on-line)
:: Leita também:
>> APP-Sindicato leva campanha salarial e combate ao feminicídio para o Carnaval no Paraná
>> Justiça Salarial Já!: Assembleia da APP-Sindicato aprova Campanha Salarial 2026 e calendário de lutas
>> É mentira que professores(as) pagarão mais imposto após reajuste do piso do magistério, explica Receita Federal














