Dirigente da APP defende dissertação de mestrado na UEM sobre a atuação sindical pelos direitos LGBTQI+ APP-Sindicato

Dirigente da APP defende dissertação de mestrado na UEM sobre a atuação sindical pelos direitos LGBTQI+

A pesquisa buscou entender e documentar a história da efetivação da Secretaria LGBTI+ na APP-Sindicato

“Em 2009, fui à procura de escolas para cumprir o estágio obrigatório do curso de Pedagogia. Em uma das instituições, a direção argumentou que não aceitaria gays”, explica Clau Lopes, secretário Executivo da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP-Sindicato, em sua defesa de mestrado, que ocorreu na última quarta-feira (20).

Orientado pela profª drª Eliane Rose Maio, o tema de pesquisa de Clau une seu trabalho sindical e a vivência pessoal por meio da dissertação “Secretaria Da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBT: Estudos sobre a atuação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná – APP-Sindicato”. Na defesa estiveram presentes os familiares, os Núcleos Sindicais (NS) de Maringá, Mandaguari e Apucarana, e militantes LGBTQI+ do Paraná.

Clau comenta que, inicialmente, a temática do mestrado seria sobre violências LGBTfóbicas nas escolas do Paraná. “Conversando com a minha orientadora e pesquisando as secretarias de diversidade no movimento sindical no Capes, percebi que o tema ainda não havia sido explorado. Então entendi a importância de pesquisar algo que, no mundo acadêmico, ainda não tinha aprofundamento”, complementa. 

A tese reuniu entrevistas, análise de conteúdo e análise documental. Foi utilizada a pesquisa dirigida e a coleta de experiências por meio de entrevistas individuais, com ex-dirigentes da APP ligados(as) à causa e ao debate dos direitos LGBTQI+.

“A criação da Secretaria na APP representa um marco significativo na luta pelos direitos e pela inclusão de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e outras identidades de gênero no âmbito sindical. O sindicato tem desempenhado um papel importante na promoção de ações e projetos voltados à formação de docentes e educadores(as)”, defende Clau.

“Além disso, também foi possível identificar como esse assunto pode evoluir para avançar sobre o combate a práticas da LGBTIQIAPN+fobia em ambiente escolar, tornando essa instituição mais justa, democrática e livre de qualquer prática de preconceito.”

A comemoração foi dupla, já que após a aprovação, o dirigente recebeu a notícia da aprovação no processo seletivo do doutorado também pela Universidade Estadual de Londrina (UEM), com a linha de pesquisa “Ensino, aprendizagem e desenvolvimento humano”.

MENU