Diretores(as) de Campo Mourão dizem "Não!" para o retorno presencial

Diretores(as) de Campo Mourão dizem “Não!” para o retorno presencial

Defesa pela vida motiva paralisação em meio a pandemia. Governo não tem cuidado da segurança da comunidade escolar e Sindicato continuará seu trabalho de denúncia

A APP-Sindicato de Campo Mourão tem buscado diálogo com a gestão municipal e com lideranças estaduais da região para assegurar a manutenção das atividades escolares no formato remoto, tendo em vista o grave período de pandemia e contaminação pelo Coronavírus.

No entanto, há relatos de que as direções de escola têm sofrido muito assédio e pressão pelo retorno presencial. “As chefias de Núcleo [NRE] tanto de Campo Mourão, quanto de Goioerê, têm a prática de ligar para as direções de escola. Eles não mandam documento para não ter provas de assédio, eles ligam. É um período complicado. Temos educadores em greve, mas com ameaça de falta. Estamos fazendo a luta e orientando para que se houver chamado para o retorno presencial, haverá greve”, afirma a dirigente do Núcleo Sindical da APP de Campo Mourão, professora Silvana Aparecida Loch.

Em Campo Mourão, os diretores e diretoras de escola em um ato  prudente e corajoso manifestaram-se em defesa da vida e redigiram uma carta coletiva. O documento foi  protocolado no Núcleo Regional de Educação alertando que agora não é o momento do retorno presencial. “No pior momento da pandemia, não tem como abrir escola. Já chega a morte de tantos companheiros, a exemplo do nosso companheiro de luta, o Ironei que se contaminou na escola”, argumenta a dirigente sindical.

A APP-Sindicato é contrária ao retorno das atividades presenciais pois considera que o país enfrenta um grave quadro epidemiológico e uma alta taxa de contágio, que poderá se agravar com aulas com a presença de estudantes das unidades de ensino. Veja abaixo o documento na íntegra:

processo

 

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