Dia do(a) agricultor(a) é dia de saudar a agricultura familiar, os movimentos sociais e as escolas do campo

Dia do(a) agricultor(a) é dia de saudar a agricultura familiar, os movimentos sociais e as escolas do campo

APP-Sindicato celebra a data com a defesa pela qualidade e acesso à educação campesina

Créditos: MST-MA

No Dia do Agricultor comemorado neste 28 de julho, a APP exalta a agricultura familiar do Campo, responsável pela produção de 70% de todos os alimentos que chegam à mesa dos(as) brasileiros(as), e a importância da escola pública voltada a este segmento.

Também cabe destacar a força dos movimentos sociais do campo, como o MST, aliados(as) históricos da luta dos(as) educadores(as) e no combate às mazelas sociais, fato evidenciado pelas mais de 1.000 toneladas de alimento doadas desde o início da pandemia de Covid-19.

Ainda são grandes os desafios enfrentados pelos(as) agricultores(as) e seus filhos(as) quando o assunto é educação. A  falta de políticas educacionais específicas caracteriza a desvalorização do homem e da mulher do campo, limitando as possibilidades de futuro das crianças e jovens que vivem nas áreas rurais.

A escola do campo é o coração de uma comunidade. Sua qualidade e permanência representa, muitas vezes, a sobrevivência da própria comunidade no território rural.

Se as escolas do campo são fechadas pelo poder público, muitos adolescentes deixam de estudar, especialmente aqueles com idade de cursar o Ensino Médio, pois nem sempre a distância permite conciliar o trabalho e o estudo. No final, como o trabalho é elemento central de sobrevivência, ele acaba sendo priorizado.

De acordo com a pesquisa feita pela Universidade de Brasília (UNB), a escola do campo é o ponto central da luta pela erradicação do trabalho infantil, por possibilitar a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes e também promover um espaço de cidadania.

Neste dia tão especial a APP reforça seu trabalho pela qualificação profissional, pelas manutenção e abertura de turmas e escolas que garantam o respeito e a qualidade no ensino ofertado no campo. Nos anos 50, o educador Paulo Freire já trabalhava com esse mote. Não é preciso levar a criança para a cidade. É no campo, com seus próprios recursos e referências, que ela pode aprender.

Com informações: Articulação Paranaense por uma Educação do Campo, MST e Portal Livre de Trabalho Infantil

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