Denúncia: Assédio e pressão pelo retorno presencial é principal queixa de Educadores(as)

Denúncia: Assédio e pressão pelo retorno presencial é principal queixa de Educadores(as)

A APP-Sindicato enfatiza que o retorno das atividades presenciais apresentam riscos graves para profissionais

Após a orientação da APP-Sindicato para que educadores(as) denunciem a falta de condições para o retorno das atividades presenciais, profissionais da educação descreveram a atual situação no estado, que por sinal está longe das escolas Irlandesas. Falta de materiais, assédio moral, cargas exaustivas e muita pressão é o que a Secretaria de Estado da Educação (Seed) fornece aos(às) Professores(as), Funcionários(as) de Escola e estudantes.

As denúncias foram recebidas desde o dia 24 de fevereiro, quando o secretário Renato Feder e o governador Ratinho Jr. mantinham a posição do retorno das atividades presenciais. Feder chegou a anunciar ainda, que as escolas eram o espaço mais seguro e que os(as) estudantes e profissionais estariam protegidos(as) nas dependências dos colégios, mas será mesmo?

De acordo com o levantamento da APP-Sindicato, das 280 escolas que apresentaram denúncias à instituição, mais de 54% ainda não tinham o protocolo de biossegurança instaurado. Se falar das comissões para garantir que estes protocolos fossem implementados, menos de 19% já estavam atuando, um número assustador. 

Sem os protocolos ou comissões instauradas, pais, mães e estudantes estavam “às escuras”, já que mais de 81% das escolas afirmaram que não haviam sido comunicados sobre as normas publicadas em suas respectivas páginas. 

Com a biossegurança já comprometida e o retorno das atividades presenciais mais distantes, Os Núcleos Regionais de Educação e direções de escola estariam utilizando de ameaças e assédio moral para impor uma escala de trabalho presencial a professores(as) e funcionários(as) de escola mesmo no pior momento da pandemia. 

Entre as denúncias, educadores(as) do Colégio Estadual Newton Ferreira da Costa, em Curitiba, relataram que o diretor da unidade estaria cobrando escola de trabalho para que Funcionárias(as) de Escola estejam de plantão na escola com as portas fechadas. Segundo ele, a Assistente da Área do setor Pinheirinho estaria o pressionando para organizar a escala. Os horários repassados para os(as) funcionários(as) foram das 8:30 às 12:30  e da tarde das 13:00 às 17:00.

Já em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, relatos também apontam a convocação de profissionais pelo “Whatsapp”, contrariando as resoluções da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e o decreto municipal. Segundo a denúncia Professores(as) pedagogos(as) estão sendo convocados para trabalhar de forma presencial na unidade. 

Na cidade de Cascavel, interior do Paraná e cidade que já decretou Estado de Calamidade Pública com  27.721 casos confirmados e 487 mortes óbitos, as direções seguem pressionando para que professores(as) compareçam nas unidades para que sejam realizadas as aulas do Meet. 

O presidente da APP-Sindicato, Professor Hermes Leão, condena a atitude das direções e NREs e destaca que essas ações colocam em risco a vida dos profissionais, familiares e comunidade escolar. “Não podemos aceitar essa postura criminosa e que coloca em risco a vida de milhares de profissionais no estado. Este não é o momento para o retorno das atividades presenciais e a APP-Sindicato irá reunir as denúncias e tomar as medidas cabíveis contra este absurdo que está posto”.

A APP-Sindicato orienta que ao constatar casos de contaminação, os(as) Educadores(as) informem imediatamente a Comissão de Biossegurança da escola e a Direção, preencham a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT) e cobre a transparência dos casos e o fechamento da escola conforme o Decreto 4960/2020. 

É fundamental também que as Direções de escola informem os casos de contaminação aos Núcleos Regionais de Educação e às autoridades de saúde local ou regional, além de realizar o fechamento das escolas diante dos casos de contaminação.


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