De volta para casa: dois dos(as) sobreviventes do acidente da BR-376 tiveram alta

De volta para casa: dois dos(as) sobreviventes do acidente da BR-376 tiveram alta

Já a professora Maria das Graças permanece hospitalizada, "melhorando um pouquinho a cada dia", conta a sobrinha. As famílias agradecem pelas orações e solidariedade

Em meio à dor do trágico acidente que chocou o Paraná e enlutou a categoria, há boas novas e um rastro de esperança. Hoje (17), o professor Juliano César Teixeira terá alta e deve retornar à sua cidade. A esposa dele, Fernanda Soares Nogueira Teixeira, a primeira dos três sobreviventes a voltar para casa, comemorou a notícia.

“A gente está em uma expectativa muito grande para recebê-lo aqui em casa. É uma mistura de sentimentos: uma dor profunda pelos nossos colegas que se foram e uma alegria enorme por estarmos juntos de novo em casa”, afirma.

Fernanda teve lesões e escoriações no corpo e no rosto, fraturou uma costela e uma das mãos. Juliano fraturou o nariz, duas costelas e teve lesões no fígado e baço. Ambos seguirão os cuidados médicos em casa.

Fernanda e Juliano, em foto antes do acidente. Em breve juntos novamente.

Já a professora Maria das Graças de Oliveira permanece internada no Hospital Regional Universitário, em Ponta Grossa.

“O quadro dela [Graça] é grave ainda, mas é estável. Ela está em coma induzido, mas os médicos estão diminuindo aos poucos a sedação e a cada dia ela melhora um pouquinho. A cada visita, saímos mais otimistas. A recuperação é lenta, mas se Deus quiser logo ela vai estar super bem e alegrando a todos nós. Continuamos contando com as boas energias e orações de todos pois isso tem ajudado muito”, afirma Fernanda Andrade, sobrinha da professora Graça.

Graça, como é carinhosamente chamada, em foto enviada pela família

A professora Fernanda e os(as) familiares de Juliano e Graça agradecem por todo o apoio e carinho recebido nos últimos dias.

Fernanda Soares pede que a categoria faça orações para as famílias dos que se foram. “Nós três ficamos com dores físicas, isso o tempo e remédios aliviam. Mas eu peço orações para os que partiram porque a dor dos familiares é uma dor na alma. Precisamos de muita oração”.

A professora ainda relata uma das conversas trocadas pouco antes da van partir de Cambará. “Antes de sair, o Juliano falou para o pessoal que mesmo se a APP não tivesse pago [a diária e o aluguel da van] a gente teria dado um jeito de ir, porque estávamos ali por amor, pelo reconhecimento e valorização da nossa classe. Lembrar disso nos emociona muito”.

Em nome da categoria, a APP reitera seus votos de pronta recuperação a todos(as), bem como a expressão de profundo pesar e solidariedade aos familiares e colegas dos(as) educadores(as) que partiram.

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