Corte de Agentes II inviabiliza funcionamento das escolas, alertam diretores(as) de Maringá e região

Corte de Agentes II inviabiliza funcionamento das escolas, alertam diretores(as) de Maringá e região

"É humanamente impossível uma escola sobreviver com a referida estrutura", alertam diretores(as) de mais de 70 escolas

“Nós exigimos não apenas respeito, mas sim aquilo que nos torna humanos: humanidade.”

Assim termina um duro manifesto assinado por gestores(as) de mais de 70 escolas estaduais do Núcleo Regional de Educação de Maringá, dirigido à Seed.

>> Acesse a íntegra do manifesto aqui

O documento traz críticas contundentes à mais nova política de desmonte da rede; a revisão do porte de escolas com cortes drásticos no número de Agentes II lotados nas instituições do estado.

De acordo com a proposta de porte – ainda em construção – escolas com até 500 alunos(as) nos dois turnos terão apenas uma secretária e um auxiliar, por exemplo.

“É humanamente impossível uma escola sobreviver com a referida estrutura”, alertam os(as) diretores(as).

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“Esse corte abrupto de funcionários impede (…) o funcionamento mínimo das instituições de ensino e a realização de um trabalho digno pelos funcionários, que são obrigados a cumprir atribuições além do que sua carga horária permite”, frisa o texto.

O manifesto coloca em xeque as contradições da política de Ratinho e Feder, que criaram inúmeros programas novos – aumentando a demanda dos Agentes II – ao passo em que limitam os recursos humanos disponíveis para realizar o trabalho.

Há um enorme descolamento entre as políticas educacionais e a realidade das escolas.

Outro ponto destacado é a dificuldade de cumprir os protocolos de biossegurança com a carência de quadros imposta pelo governo e a terceirização dos Agentes I, que atendem as escolas em sistema de rodízio e em número insuficiente.

“Sem quantidade minimamente razoável de agentes educacionais I, gestão alguma de escola pública conseguirá viabilizar merenda adequada, salas limpas, banheiros higienizados, corredores limpos e arredores do colégio apresentáveis à comunidade escolar”, relatam.

Os(as) diretores(as) demandam a revisão da proposta, a manutenção dos(as) funcionários(as) em seus locais de lotação e a contratação imediata de novos quadros, bem como a formação de uma comissão com diretores(as) para debater a atualização do porte.

A APP-Sindicato apoia a inciativa dos(as) diretores(as) e reitera as críticas à política de enxugamento e desmonte da rede. Considerando que não houve publicação de nova resolução sobre, a APP  exige o cumprimento do porte conforme Resolução n.º 4.534/2011 e Resolução n.º 4.008/2012.

segundo manifesto agente 2

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