Conselho Nacional de Educação realiza consultas públicas sobre IA nas escolas e formação de professores(as)

Conselho Nacional de Educação realiza consultas públicas sobre IA nas escolas e formação de professores(as)

APP-Sindicato incentiva os(as) professores(as) e funcionários(as) do Paraná a enviar contribuições até o dia 13 de junho, por meio da Plataforma Brasil Participativo, do Portal GOV.BR

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Conselho Nacional de Educação (CNE) abriu duas consultas públicas para receber contribuições da sociedade sobre temas estratégicos para a educação brasileira. Uma é sobre a utilização de inteligência artificial (IA) nas escolas e a outra trata das diretrizes para a formação de docentes. 

>> Receba notícias da APP no Whatsapp ou Telegram

Para garantir que as novas normas defendam a valorização profissional e uma educação pública de qualidade, a APP-Sindicato incentiva os(as) professores(as) e funcionários(as) do Paraná a enviar suas contribuições até o dia 13 de junho, por meio da Plataforma Brasil Participativo, do Portal GOV.BR.

IA nas escolas

A proposta que regulamenta a inteligência artificial na educação foi aprovada no comitê do CNE em maio deste ano, após passar por ajustes recomendados pelo Ministério da Educação (MEC). A proposta é criar parâmetros para a introdução da inteligência artificial nas salas de aula e universidades. O objetivo central é estabelecer um “filtro ético-pedagógico” para que a tecnologia atue como aliada, e nunca como substituta do fator humano.

De acordo com o texto, a IA na educação deve seguir princípios claros de centralidade humana e autonomia intelectual, proteção de dados, ética digital e segurança da informação, Inclusão, equidade e acessibilidade e transparência algorítmica e controle social.

Na Educação Básica, a introdução das ferramentas tecnológicas deve ocorrer de forma planejada e progressiva, focando no letramento digital crítico para evitar a dependência tecnológica precoce dos(as) estudantes.

Formação docente

O segundo tema em consulta pública atinge diretamente a preparação dos(as) futuros(as) profissionais da educação. A proposta altera as Diretrizes Curriculares Nacionais para adequá-las ao Decreto 12.456/2025, instituindo a vedação definitiva à oferta de cursos de licenciatura e pedagogia no formato totalmente à distância (EaD).

O CNE estabelece que a formação de professores(as) exige convivência acadêmica, articulação prática e integração comunitária. Por isso, impõe que atividades presenciais obrigatórias devem ocorrer na sede das instituições ou em polos devidamente qualificados.

Entre as principais exigências, o mínimo de 20% da carga horária teórica por meio de atividades síncronas (aulas ao vivo com interação em tempo real), com implementação gradual iniciando em 10% no primeiro ano.

Consultas

As consultas públicas representam uma oportunidade de participação democrática na formulação e atualização de diretrizes nacionais da Educação Básica. Após o encerramento do prazo de envio de sugestões, as contribuições serão analisadas e integradas ao relatório final. 

Este texto passará por votação no plenário do Conselho e, se aprovado, seguirá para a homologação do ministro da Educação, passando a valer em todo o território nacional.

:: Participe

>> Consulta Pública – Comissão Bicameral Estudos sobre a Utilização da Inteligência Artificial na Educação

>> Consulta Pública – Comissão Bicameral Formação Inicial e Continuada de Professores e Gestores da Educação

>> Editais e textos de referência das consultas

Com informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores(as) em Educação (CNTE)

:: Leia também

>> “Nenhuma IA substitui professores”, defende dirigente da APP em audiência sobre impactos das tecnologias na educação

>> Ataques à educação pública no Paraná são parte de movimentação global para privatizar escolas 

>> Plataformas digitais custam caro e não melhoram o aprendizado dos(as) estudantes, conclui pesquisa

MENU