Conselho Estadual da APP indica forte mobilização da educação no 29 de abril; definição será na Assembleia deste sábado

Conselho Estadual da APP indica forte mobilização da educação no 29 de abril; definição será na Assembleia deste sábado

Calendário de lutas aponta para intensificação da cobrança sobre o secretário da Educação Roni Miranda

Nesta sexta-feira (12), conselheiros(as) estaduais que representam professores(as) e funcionários(as) de escola de todo o Paraná reuniram-se na sede da APP-Sindicato em Curitiba para construir, coletivamente, as lutas da educação.

Em debate, as propostas que serão levadas à Assembleia Estadual deste sábado (13), marcada para as 8h30 na AABB de Curitiba.

No centro da pauta, está a avaliação da campanha salarial e da jornada de lutas, com destaque para a mobilização da categoria no dia 29 de abril, data histórica de luto e de luta. 

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Política de adoecimento

Os debates do dia foram marcados por relatos do esgotamento da categoria nas escolas. Desgaste, sobrecarga, desânimo e frustração com as condições pedagógicas e de trabalho têm levado educadores(as) a situações-limite, incluindo numerosos casos de adoecimento e abandono da profissão.

“O governo construiu uma política de adoecimento. Uma política do medo. Porque, uma vez adoecidos e com medo, há uma maior dificuldade de reação. Precisamos construir as condições para romper este ciclo”, avalia Walkiria Mazeto, presidenta do Sindicato.

Diante do cenário, os(as) conselheiros(as) aprovaram um calendário de lutas voltadas a intensificar a cobrança sobre o secretário da Educação Roni Miranda.

A proposta, que será levada à Assembleia, tem como destaque um dia estadual de mobilização no 29 de abril, com atos na Seed em Curitiba e nos Núcleos Regionais de Educação em todo o Paraná, ações nas redes sociais e outras atividades. 

“As políticas impostas pela Seed são diretamente responsáveis pelo adoecimento da categoria. Isso é uma forma de violência, sem bombas ou helicópteros como no 29 de abril, mas com metas arbitrárias, excesso de cobranças, punições, uso obrigatório de plataformas, terceirização dos(as) funcionários(as) e desvalorização”, continua Walkiria.

Campanha salarial

Durante a manhã, o economista Cid Cordeiro apresentou dados fiscais e financeiros do Estado, apontado um cenário positivo para a economia estadual e nacional.

“Os indicadores econômicos estão melhorando. A inflação está em queda, assim como a curva de juros, e a arrecadação do governo do Paraná cresceu 14% no primeiro trimestre deste ano”, explica.

“Aumento na receita significa aumento nos recursos disponíveis para investir em políticas públicas e na valorização dos servidores”, completa Cid. Os dados demonstram, sobretudo, que o Estado tem dinheiro de sobra para pagar o que deve à categoria.

O governo Ratinho Junior iniciou sua gestão com R$ 3 bilhões em caixa. Anos de arrocho e congelamento salarial elevaram a disponibilidade de caixa a R$ 21 bilhões. Destes, R$ 10 bilhões são recursos livres, que o Estado pode gastar como quiser. A cifra equivale ao custo para quitar a dívida acumulada da data-base, de 34%.

Aprovada em Assembleia no dia 2 de março, a Campanha Salarial 2024 da APP inclui, ainda, o pagamento da data-base deste ano em maio – calculada em 3,6% -; a implantação do Piso (3,62%) de para todos(as); ajustes na carreira QFEB; equiparação da remuneração de professores(as) e outros profissionais do Estado; fim do brutal desconto da previdência e uma política de recomposição salarial para os(as) aposentados(as) sem paridade.

As pautas foram apresentadas ao secretário Roni Miranda em março e as negociações estão em curso. No dia 17 de abril, a data-base será debatida em reunião do Fórum de Entidades Sindicais com a Casa Civil.

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