Conquista da greve: reposição é um compromisso com educação

Conquista da greve: reposição é um compromisso com educação

Em alguns municípios, a volta às aulas aconteceu nessa segunda-feira (26)

Arquivo APP-Sindicato

Valorizar o trabalho dos(as) professores(as) e os funcionários(as) é fundamental para alavancar a qualidade do ensino das escolas públicas. O respeito deve começar pelos governantes.

Julho é tradicionalmente um mês de férias escolares. No Paraná, no entanto, uma parcela dos(as) estudantes da rede pública dos anos fundamental e médio retornou às escolas nesta semana. Graças ao esforço do Sindicato em exigir o direito à reposição dos dias de greve, nenhum conteúdo ficará de fora deste ano letivo.

A greve é um direito garantido do trabalhador assegurada constitucionalmente, assim como é direito dos(as) estudantes terem todo o conteúdo programado e, pelo menos, 200 dias letivos –  assegurados pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB).  Para que seja efetivo, cabe ao Estado, o dever de cumprir a carga horária e e a totalidade do conteúdo letivo nesse período. “Comemoramos o direito à reposição como uma conquista histórica, sim! Durante os últimos anos, a nossa categoria trabalhou sobre ameças e punições quando participou das greves. Professores e funcionários perderam avanços de carreira porque foram às ruas cobrar o cumprimento das leis que regem a carreira. Apesar disso, muitos de nós,  mesmo com a falta lançada e o desconto nos salários, fizemos a reposição do conteúdo. O nosso compromisso com os estudantes é prioridade”, comenta a secretária educacional da APP-Sindicato, professora Taís Mendes

Outra batalha da APP foi para que as escolas tivessem autonomia com a reorganização do calendário pós-greve. Ou seja, cada comunidade escolar poderá, a partir de sua realidade local, planejar a reposição referente ao período 25 de junho e 12 de julho (quando houve a greve).Com a revindicação acatada pelo governo, tanto os(as) educadores(as) quanto pais, mães e estudantes podem definir coletivamente sobre o novo período.

Em alguns municípios, como Curitiba, o início das aulas aconteceu nessa segunda-feira (22). No Colégio Inês Vicente, na capital do Estado, uma reunião do Conselho Escolar definiu a organização da reposição. “Organizamos uma votação e escolhemos começar a reposição nesta segunda. Estamos com uma boa adesão dos estudantes e muito em breve concluiremos todo o processo de reposição”,  explica o diretor geral da escola, professor José Jair Fernandes.

Já no Colégio Estadual La Salle, as aulas começaram na terça-feira (23). “Aqui decidimos pela reposição em quatro dias desta semana e, a partir da semana que vem, teremos uma aula a mais: a sexta aula. Só utilizaremos um sábado, o dia 3 de agosto, porque na nossa comunidade boa parte dos alunos tem catequese na igreja do bairro, que acontece aos sábados cedo. Por isso, vamos concentrar as aulas durante a semana para ter a maior adesão possível. Fechamos a semana com 90% de participação dos alunos”, salienta o diretor auxiliar do Colégio, professor Neolcir João Fraportti.

A APP-Sindicato segue em seu propósito de garantir o cumprimento dos direitos de carreira dos(as) professores(as) e funcionários(as) e de assegurar aos(às) estudantes um ensino público de qualidade. O Sindicato continua cobrando da Secretaria de Estado da Educação o direito à reposição das greve dos dias 15 de maio e 14 de junho.
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