Como a escola pode ser um espaço de promoção da paz?

APP-Sindicato participa de Seminário sobre violência nas escolas. Evento foi organizado pelo mandado da deputada estadual Luciana Rafagnin (PT)

Educadores(as), pais, mães, estudantes e lideranças do governo e de movimentos sociais foram convidados(as) para participar de uma manhã de análises e debates sobre a violência nas escolas. O Seminário sobre Violência nas Escolas – “Com respeito e sem violência, esta é a escola que queremos” aconteceu hoje (13) no Plenarinho da Alep e foi também retransmitido ao vivo na fanpage da APP-Sindicato.  

A professora Loriana Trombini apresentou um panorama da formas e locais onde a violência se expressa e enfatizou a importância da discussão do tema em sala de aula. “As escolas devem dizer claramente ‘Aqui, nós não aceitamos violência’. Isso significa ter espaço de acolhimento para os alunos que precisam denunciar situações de preconceito e, também, um espaço no currículo para o debate constante sobre o tema”, explicou a especialista em combate à violência.

É na escola que os(as) estudantes precisam encontrar bons exemplos de convivência, de cooperação, de diálogo e de respeito à diversidade. “O desenvolvimento moral não caminha separado do desenvolvimento cognitivo. Portanto, é também na escola que o aluno precisa ouvir sobre as diferentes formas de combate e de manifestação às mais distintas formas de manifestação de preconceito”, orienta a professora que a acredita que a convivência harmoniosa é também aprendida na escola.

O papel dos professores(as) e funcionários de escola também foi analisado no Seminário. “Os(as) educadores(as) precisam de  tempo para pensar, para analisar o contexto de seus estudantes e  para aprimorar seu conhecimento. Políticas de prevenção e de coibição da violência precisam ser constantemente estudadas, analisadas e revistas no ambiente escolar” afirmou o proponente do debate, deputada estadual Luciana Rafagnin (PT).

Alguns exemplos de violência extrema nas escolas, como o recente caso da Escola de Suzano foram abordados no Seminário. Para o procurador de Justiça e coordenador da área de Direitos Humanos do Ministério Público do Paraná (MP-PR) Olympio de Sá Sotto Maior, o Estado deve dar condições de trabalho e reforçar a autoridade dos(as) professores(as). “Entrar armado na escola não é o primeiro ato de indisciplina, existe antes uma série de atos que são negligenciados pela família e pela escola. Eu defendo que o Estado não tem que colocar policial na porta das escolas, o que precisamos é reforçar a autoridade do professor e isso é responsabilidade do Estado sim!”, salienta.

Durante o Seminário a estudante Ana Letícia Gomes de Souza, de 13 anos, pediu a palavra para falar sobre a sua realidade. “A gente já viu até professor nosso apanhando de governador. Na escola, tem alguns cartazes que falam sobre combate a violência, mas ficam pouco tempo por lá. Os professores até tentam falar um pouco mais, mas eu penso que se tivesse mais funcionários na nossa escolas que pudessem falar e ouvir sobre esse tema, ajudaria muito”.

A APP compartilha do mesmo sonho que a Alana Letícia e, por isso continuará desempenhando coletivamente o trabalho de valorizar a carreira dos(as) educadores(as), a participação de pais, mães e responsáveis na comunidade escolar e a segurança dos estudantes paranaenses.