Coletivos debatem a situação da população negra e LGBTI+ durante pandemia

Coletivos debatem a situação da população negra e LGBTI+ durante pandemia

O encontro reuniu diversas entidades, que debateram assuntos importantes para lutar contra as discriminações dentro das escolas

No último sábado (5), a APP-Sindicato, juntamente com coletivos negros e LGBTI+ se reuniram para debater sobre pautas importantes para os movimentos de luta. A reunião abordou também a situação da comunidade negra e LGBTI+ durante a pandemia, já que estes são os mais vulneráveis. A reunião foi realizada de forma virtual e reuniu mais de 30 representantes de coletivos de toda a região do Paraná, que participaram e apontaram diversas situações que acentuam ainda mais a desigualdade no ambiente escolar. 

Dentre as pautas debatidas, as(os) participantes enfatizaram a necessidade de uma atenção maior para alunos(as) negros e LGBTI+, já que são os mais atingidos pela exclusão na educação, principalmente por conta do Ensino a Distância (EAD) de Ratinho Jr. 

Segundo as(os) presentes, os(as) estudantes periféricos(as), que em sua maioria é negra, sofre com a falta de acesso à internet e demais materiais para o estudo. Já jovens e crianças LGBTI+ continuam sendo excluídos dentro dos espaços escolares, aumentando ainda mais a invisibilidade e marginalização destes jovens. Foi explanado também sobre os ataques a Educação de Jovens e Adultos (EJA), que atinge em sua maioria jovens negros(as) e da comunidade LGBTI+. 

Clau Lopes, secretário executivo da Mulher Trabalhadora e Dos Direitos LGBTI+, avalia que o encontro é de suma importância para unificar o debate e fazer ações futuras, principalmente em tempos de pandemia. “Ampliamos o debate para construir uma escola livre da LGBTIfobia. A participação das(as) presentes foi importante para que possamos construir propostas que atinjam não só nossos(as) estudantes, mas também educadores(as) que são fundamentais na desconstrução das discriminações”.

Já o secretário da de Promoção da Igualdade Racial e Combate ao Racismo, Luiz Carlos dos Santos, destaca que todos os encaminhamentos serão apresentados aos núcleos e aos demais coletivos que integram a frente de luta. Entre as propostas estão um curso realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) sobre o debate da igualdade racial nas escolas públicas e também a participação da APP-Sindicato no Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as) (Copene).

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