Professores(as) e funcionários(as) de escola das redes públicas do Paraná participam neste sábado (27) e domingo (28), em Curitiba, de um encontro de formação dos Coletivos de Juventude e de LGBTI+ da APP-Sindicato. A programação inclui palestras, oficinas, debates e participação na 9ª Marcha pela Diversidade de Curitiba.
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“A gente está observando que nos últimos anos a nossa base está em um momento de transição geracional. Este encontro tem como prioridade dar condições para que esta juventude se organize. Estamos fazendo esse trabalho também em cooperação com a Secretaria da Mulher, Trabalhadora e Direitos LGBTI+. Então, a retomada deste movimento é necessária e muito importante para esse momento histórico e para a formação de novas lideranças para a luta em defesa da educação pública”, explica a secretária de Política Sindical da APP-Sindicato, Simone Barbosa.

“Foi um encontro como este, organizado em 2016, que me inseriu no mundo sindical. Além disso, jovens e LGBTI+ são uma parcela significativa da nossa categoria e também dos nossos estudantes. Então, a APP-Sindicato está atenta a essa necessidade, tanto de acolher quanto formar e organizar esses educadores para contribuir na luta coletiva”, comenta o secretário de Comunicação da APP-Sindicato, Daniel Popilnicki, que também representa o sindicato no Coletivo de Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE).

“É muito importante essa formação, o povo estar junto, não só os LGBTI+, mas as outras pessoas também, porque a gente que é LGBTI+, já conhece as mazelas do dia a dia e todos os dias. Nós precisamos da força dos outros, porque se nós somos uma categoria e um coletivo, precisamos estar em união, debater os assuntos, levar as informações para dentro da escola, para a nossa base. Porque é importante estarmos antenados com o que está acontecendo”, afirma o secretário executivo da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP-Sindicato, Clodoaldo Antunes.

Na programação do sábado, o encontro contou palestras ministradas pelo secretário nacional LGBTI+ da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Walmir Siqueira, e da professora de educação infantil e conselheira do Conselho Municipal de Diversidade Sexual de Curitiba, Luara Nefeli. A assessora da CUT, Janaina Meazza, e Daniel Popilnicki conduziram uma oficina que provocou os(as) participantes a debaterem a conjuntura política do Brasil. O secretário executivo de Formação Política Sindical e Cultura da APP-Sindicato, Cleiton Denez, conduziu o debate sobre o texto Realidade Brasileira, de autoria do professor e pesquisador da Unicamp, Armando Boito Junior.

Para o domingo, Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, os coletivos vão participar da Marcha Pela Diversidade de Curitiba. O evento começa a partir das 10h, com concentração na Praça da Mulher Nua (Praça 19 de dezembro), e seguirá em marcha até a Praça Nossa Senhora de Salete. O palco principal abre suas apresentações às 16h e segue até à noite.
Aprendizado
“A formação aumenta o nosso arcabouço teórico mesmo, solidifica a análise da conjuntura política e também fortalece nosso entendimento sobre o que é o sindicato e como ele funciona para trazer novas pessoas para participar, principalmente focando na juventude. Muitas vezes os jovens acabam naturalizando questões que a gente vive na escola e que não deveriam ser vistas como normais. Essa troca no espaço sindical com pessoas que constroem essa luta há mais tempo é fundamental para dar esse panorama de que a educação e a nossa categoria podem ser diferentes, além de fortalecer a luta pela diversidade num espaço de acolhimento – justamente por a escola ser esse segundo núcleo de formação”, enaltece a professora e secretária de Comunicação do Núcleo Sindical de Toledo, Léia Patek de Souza.

“Participar deste evento com a juventude e o coletivo LGBTI+ garante um espaço fundamental, tanto político quanto educacional, para a troca de experiências. Isso é ainda mais marcante por estarmos em um ano eleitoral e no Mês do Orgulho. É um momento de luta e de celebração para que possamos ocupar espaços com respeito e igualdade, dando visibilidade às nossas defesas e embates”, frisa o professor e secretário de Municipais e LGBTI+ do Núcleo Sindical de Pato Branco, Tiago Ribeiro.

O encontro também contou a presença de vários(as) dirigentes estaduais da APP-Sindicato, como a secretária da Mulher e dos Direitos LGBTI+, Tatiana da Maia, Educacional, Cida Reis, de Finanças, Élio da Silva e de Administração, Margleyse dos Santos, além do ex-presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão.

“Este encontro proporciona a possibilidade de enfrentar este capital e construir política pública. A gente precisa ter um processo eleitoral e de formação que compõe esse exército que vai fazer o debate eleitoral. Este ano aqui no Paraná, temos condições de encerrar um ciclo de 16 anos, de Beto Richa a Ratinho Jr. Não vamos acabar com o capitalismo, mas temos condições de ter governos e deputados que comungam do mesmo princípio de valorização do nosso trabalho, de valorização do serviço público e de não terceirização, não privatização e não precarização”, enfatiza a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto.
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