Coletivo de aposentados(as) da APP tem três dias de planejamento e mobilizações em Curitiba

Coletivo de aposentados(as) da APP tem três dias de planejamento e mobilizações em Curitiba

Nesta terça-feira (21) os(as) aposentados(as) vão entregar carta a deputados(as) estaduais reivindicando a isenção do desconto previdenciário até o teto do INSS

Educadores(as) aposentados(as) de todo o Paraná se reuniram na tarde desta segunda-feira (20) na sede estadual da APP, para planejar as atividades da Secretaria e debater a Campanha Salarial 2023. Representantes dos 29 Núcleos Sindicais terão três dias de atividades políticas e culturais em Curitiba, até quarta-feira (22).

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Nesta terça-feira (21), os(as) aposentados(as) vão à Assembleia Legislativa entregar uma carta a deputados(as) estaduais, reivindicando a isenção do desconto previdenciário até o teto do INSS (R$ 7.507,49). Pela manhã, eles(as) vão tomar café com parlamentares de oposição ao governo Ratinho Jr, na sede da APP.

A direção da APP avalia que o engajamento dos(as) aposentados(as) é essencial para o sucesso da Campanha Salarial 2023, com envolvimento presencial e nas redes sociais. 

Com o mote “A melhor educação precisa dos melhores salários”, a campanha salarial da APP faz referência à propaganda do governo sobre a qualidade da educação do Paraná, contrastando com a desvalorização da categoria.

A atividade em Curitiba na segunda-feira (20) começou com a acolhida dos participantes pela secretária de Aposentados da APP, Maria Adelaide Mazza Correia. “É fundamental conversarmos para organizar as atividades da Secretaria, pois nossos(as) aposentados(as) merecem toda atenção do Sindicato. Por isso lutamos tanto pela valorização destes que já fizeram tanto pela educação do Paraná”, afirma Adelaide.


Os destaques foram as aniversariantes do dia, Adnicia, Dalva e Rosemary, que comemorou 80 anos de idade firme na luta.

Previdência

Em seguida, os(as) participantes puderam conversar com a presidenta do Sindicato, Walkiria Mazeto. Ela explicou que a reforma da Previdência prejudicou servidores(as) públicos(as) da ativa e aposentados, que tiveram as alíquotas de contribuição elevadas para 14%.

Para reduzir o problema, a APP defende que os descontos de aposentados só ocorram acima do teto do INSS. “Se hoje não é possível não termos cobrança nenhuma, pois há lei federal que impõe essa cobrança, que pelo menos o desconto incida sobre o que ultrapassa o teto do INSS”, argumentou Walkiria.

Assembleia realizada pela APP no dia 28 de janeiro aprovou a jornada de lutas e a campanha salarial, que reivindica a aplicação do piso salarial nacional dos professores em toda a tabela salarial dos professores. “Aplicar os 14,95% anunciados pelo MEC na tabela beneficiaria também aposentados e professores PSS”, observou Walkiria. No caso dos funcionários de escola, a APP defende que recebam o salário mínimo regional. 

O principal problema dos(as) servidores(as) hoje é a defasagem salarial acumulada, apontou Walkiria. Sem que a data base seja zerada há sete anos, a defasagem nos salários hoje é de 42%. A presidenta da APP defende que o governo Ratinho Jr apresente uma proposta para zerar essas perdas salariais ao longo dos próximos quatro anos.

Walkiria criticou a decisão do governo Ratinho Jr de conceder gratificações, em vez de reajustes salariais, pois isso aumenta progressivamente as diferenças salariais entre ativos e aposentados. Segundo ela, a medida obriga os(as) servidores(as) a adiarem a aposentadoria, pois sabem que vão passar a receber menos. “As pessoas se obrigam a continuar na ativa, mesmo não tendo condições físicas”, relatou.

Salário é prioridade, mas a pauta também inclui melhores condições de trabalho, concurso público, um novo modelo de saúde humanizada para os(as) educadores(as), fim das terceirizações e militarizações, entre outros temas considerados essenciais para a qualidade da educação pública e o exercício profissional nas escolas do Paraná.

No dia 1º abril vai ocorrer nova Assembleia Estadual para avaliar o andamento das tratativas com o Estado. Caso o governo não dê respostas à pauta de valorização, a categoria deve avaliar a construção de uma greve.

 

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