CNTE: tentativa de censura a trabalho pedagógico demonstra inviabilidade de escolas militarizadas

CNTE: tentativa de censura a trabalho pedagógico demonstra inviabilidade de escolas militarizadas

O diretor disciplinar da escola e representantes da extrema-direita tentaram censurar uma exposição sobre o dia 20 de novembro

Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

A Confederação Nacional dos(as) Trabalhadores(as) em Educação (CNTE) publicou, nesta sexta-feira (26), uma nota em solidariedade à vice-diretora Luciana Paim, do Colégio Cívico-Militar CED 01, em brasília, que sofreu ataques e tentativa de censura após a realização de uma atividade sobre o dia da Consciência Negra (20 de novembro).

Na ocasião, o diretor disciplinar da escola, um militar, e representantes da extrema-direita, incluindo um deputado bolsonarista do Ceará, tentaram censurar uma exposição de charges e quadrinhos dos(as) estudantes sobre o Dia da Consciência Negra.

A tentativa de impor censura e criar um ambiente de enfrentamento não deu certo. A reação da comunidade escolar foi imediata.

Os estudantes se puseram imediatamente ao lado da vice-diretora da escola que, mesmo sob ameaça, garantiu e assegurou a liberdade do projeto pedagógico de sua unidade de ensino.

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Luciana Paim, que sofreu todo tipo de pressão dos militares que estão na escola e do próprio deputado bolsonarista do Ceará, que invadiu a escola e a ameaçou, foi uma gigante na defesa da liberdade de seus estudantes. 

Assim como a CNTE, a APP-Sindicato se solidariza com a professora e enfatiza que a liberdade de ensino do projeto pedagógico da escola é um princípio assegurado em nossa Constituição.

Não é possível alcançar uma sociedade justa e que preza pela equidade, enquanto a educação não for de fato libertadora e que priorize o debate plural de ideias.

Confira a nota da CTNE na íntegra:

NOTA PÚBLICA Educadores de todo o país se solidarizam com a professora Luciana Paim e denunciam os limites do projeto de militarização das escolas brasileiras (1)

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