CNTE declara apoio à greve dos Petroleiros

Solidariedade à legítima greve dos petroleiros e à sua entidade de representação, Federação Única dos Petroleiros – FUP

A Confederação Nacional dos(as) Trabalhadores(as) em Educação (CNTE), entidade que representa a categoria da educação, publicou no último dia 3 (terça-feira) uma nota de apoio à greve nacional dos petroleiros, que já chega ao quinto dia e conta com a adesão de cerca de 18 mil trabalhadores(as), segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Assim como a CNTE, a APP-Sindicato apoia a greve dos petroleiros por entender os prejuízos causados pela privatização e o desmonte da Petrobras.

Confira a nota completa da CNTE:

Solidariedade à legítima greve dos petroleiros e à sua entidade de representação, Federação Única dos Petroleiros – FUP

A Confederação Nacional dos(as) Trabalhadores(as) em Educação – CNTE, entidade representativa dos(as) profissionais da educação básica do setor público brasileiro, vem por meio desta se solidarizar de forma incondicional com o movimento grevista dos petroleiros da PETROBRÁS, deflagrado no último dia 01 de fevereiro pelos sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros – FUP.

O balanço parcial da greve já indica um movimento vitorioso, envolvendo mais de 8 mil trabalhadoras e trabalhadores do setor, de 17 bases da PETROBRÁS em dez Estados do país. Os ataques aos direitos dos(as) trabalhadores(as), perpetrados pelo atual governo federal, somados à entrega do petróleo brasileiro às mãos de multinacionais estrangeiras e ao esfacelamento da própria PETROBRÁS como uma empresa nacional estratégica, já seriam motivos suficientes para a greve dos(as) companheiros(as). Mas a sanha entreguista do Governo Bolsonaro, junto com o permanente desrespeito à classe trabalhadora brasileira, deu ainda mais motivos para a atual greve dos(as) petroleiros(as): o desrespeito e o não cumprimento da atual convenção coletiva da empresa, junto com a demissão em massa dos petroleiros de uma empresa de fertilizantes do grupo no Estado do Paraná, foram o estopim para o início do movimento.

Os(as) educadores brasileiros(as), representados por esta CNTE, entendem o papel estratégico que uma empresa do porte da PETROBRÁS representa ao país, especialmente depois da descoberta dos campos do Pré-Sal. Temos também a clara compreensão que o atual momento político vivido pelo país se dá, em grande medida, em função dos interesses que se tem sobre as riquezas produzidas por aquela empresa. Não por acaso assumimos como lema de nossa luta também a defesa da soberania de nosso país, tão vilipendiada pelos atuais ocupantes do governo federal brasileiro.

Toda solidariedade, portanto, à greve das(os) companheiras e companheiros petroleiros(as)! Só nossa unidade e luta resgatarão nosso país desses vendilhões da pátria!

Brasília, 03 de fevereiro de 2020

Direção Executiva da CNTE