Cláudia Costin: MEC deve manter coerência


Nas últimas eleições presidenciais, sobretudo no segundo turno, grande parte dos/as trabalhadores(as) da educação básica pública envolveram-se na campanha da presidenta Dilma Rousseff, em razão de a mesma ter pautado um projeto político que representava o ideário de quem defende a escola pública democrática, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada para todos e todas. Por isso, não concordamos com qualquer movimento que venha a indicar retrocessos no projeto de resgate da educação pública brasileira e do país, que com muita luta tem sido colocado em curso na última década.

Nesta semana, a comunidade educacional foi surpreendida com a notícia de que a Sra. Cláudia Costin (ex-ministra da Administração Federal e Reforma do Estado no Governo FHC) poderá assumir a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, na vaga de Cesar Callegari.

Para o movimento sindical, que lutou arduamente contra as políticas neoliberais idealizadas e postas em prática pela Sra. Costin, na década de 1990, sua indicação para o MEC é um ato de extrema preocupação para o futuro da educação pública democrática, pois a pauta neoliberal seguramente comandará (ainda mais) os currículos e as políticas de organização dos sistemas de ensino básico no país. Pior: a estrutura privatizante da educação de nível superior, levada a cabo nas reformas neoliberais, agora poderá espraiar-se pela educação básica.

Na qualidade de entidade representativa de mais de 2,5 milhões de trabalhadores/as da educação básica pública do Brasil, e ciente de sua importância no cenário político-educacional, a CNTE exige do MEC coerência com a manutenção do projeto que elegeu Dilma Rousseff à Presidência da República, condição esta que requer a indicação de pessoas comprometidas com o projeto de sociedade escolhido por 56 milhões de brasileiros/as, que elegeram Dilma com a esperança de ver ampliadas as ações iniciadas no Governo Lula de construção de um Estado comprometido com a inclusão e o bem estar social.

Fonte: CNTE