Cesta básica de Curitiba acumula alta de 53% desde última reposição da data-base

Cesta básica de Curitiba acumula alta de 53% desde última reposição da data-base

Congelamento da data-base põe em risco a segurança alimentar de milhares de famílias, que sentem com mais peso a inflação da cesta

Salários em baixa, alimentos em alta. A cesta básica de Curitiba acumula uma inflação de 53% desde a última reposição da data-base da categoria, em janeiro de 2016. A cidade tem a sétima cesta mais cara entre as capitais pesquisadas pelo Dieese.

Somente nos últimos 12 meses, a elevação do custo chega a 18,78%, pesando no bolso dos educadores(as) e demais servidores(as) do Estado. 

Embora a defasagem da data-base seja de cerca de 25%, os alimentos têm um peso maior no consumo das famílias de menor renda.

Considerando o custo, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.583,90. O cálculo é feito levando em conta uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. 

>> Acesse a íntegra do levantamento do Dieese aqui <<

Inflação de agosto é a maior em 21 anos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou, nesta quinta-feira (9), o aumento de 0,87% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto. 

Essa é a maior variação do mês desde 2000, quando o índice atingiu 1,31%.

Oito dos nove grupos de produtos e serviços apresentaram alta. A maior variação (1,46%) e impacto vieram dos Transportes, afetados principalmente pelo aumento da gasolina, diesel e etanol.

Já a segunda maior está na categoria de Alimentação e bebidas, com um aumento de 1,39%. 

O IPCA acumula alta de 9,68% nos últimos 12 meses, acima dos 8,99% registrados nos 12 meses anteriores. 

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