Centrais farão protestos na sexta (14) para denunciar a destruição do INSS

Sindicatos vão dialogar com trabalhadores(as) e servidores(as) sobre a urgência de defender o INSS

Centrais sindicais protestam em defesa do INSS - Foto: Divulgação

O sucateamento causado pelo governo Bolsonaro no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e demais serviços públicos será o tema de um protesto nesta sexta-feira (14). Os atos, convocados pelas centrais sindicais, estão marcados para acontecer a partir das 9h da manhã nas agências centrais do INSS em várias cidades e estados brasileiros.

Panfletos serão distribuídos para a população mostrando que o sucateamento é consequência da falta de investimentos e má gestão do governo Bolsonaro. Além de alertar, o manifesto vai estimular a população a exigir solução para os problemas.

“Queremos que o governo contrate pessoas, realize concursos públicos, acerte o quadro de pessoal, respeite o povo brasileiro e acabe com as filas”, diz o presidente da CUT, Sérgio Nobre, lembrando que Bolsonaro acabou com os concursos públicos, não repôs servidores(as) que se aposentaram ou morreram e é ruim de gestão.

De acordo com os(as) organizadores(as) dos protestos, entre 2016 e 2019, o quadro de servidores do INSS caiu de 33 mil para 23 mil e atendimentos que eram feitos no balcão passaram a ser feitos por meio do INSS Digital.

O resultado é que o INSS está sobrecarregado, com alta demanda de pedidos de concessão de benefícios, como aposentadoria e auxílio-doença, e a falta funcionários piora o problema. Atualmente são mais de dois milhões de brasileiros aguardando análise dos pedidos.

“O sistema entrou em colapso. Filas enormes, tanto virtuais quanto nas agências, o povo sofrendo com a precariedade dos serviços e trabalhadores sobrecarregados, adoecendo. É a trágica situação do INSS atualmente”, relata Sérgio Nobre.

O presidente da CUT Nacional alerta ainda que a situação do INSS é um exemplo do que vai acontecer em outras áreas, como saúde e educação. Segundo dados do Tesouro Nacional, somente no primeiro ano de mandato, Bolsonaro cortou 4,3% dos gastos com saúde e 16% dos gastos com educação. Enquanto isso, a área da defesa teve um aumento de 22,1% de aumento nos investimentos.

“Por isso é importante conscientizar o povo brasileiro e os servidores que o caos no INSS pode ocorrer em outros setores porque este governo quer vender tudo para iniciativa privada, até as aposentadorias e outros benefícios previdenciários. Mas, antes de privatizar, eles desmontam”, disse. Com informações da CUT Nacional.