Sinopse
O filme é um verdadeiro faroeste moderno, ambientado em Bacurau; uma cidade fictícia no sertão nordestino. Envolve drama e suspense, violência e preconceito. Após a morte de Dona Carmelita (Lia de Itamaracá), a “guardiã” de uma comunidade do Nordeste, aos 94 anos, o espectador vê retratada a importância de se preservar a memória de um povo e se ter segurança no futuro. A família da matriarca retorna a Bacurau para a sua despedida: seu filho Plínio (Wilson Rabelo) e sua neta Teresa (Bárbara Colen) são alguns dos destaques.Durante o velório,Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino) e Lunga (Silvero Pereira), entre outros habitantes, descobrem que a comunidade não consta mais em nenhum mapa. Algo estranho está acontecendo e a cidade é povoada por drones nos céus. Forasteiros estrangeiros aparecem e pessoas são assassinadas. Agora, o grupo precisa identificar quem são os inimigos para criar coletivamente um meio de defesa.
Ficha técnica
Ano de Lançamento: 2019
Países: Brasil/ França
Duração: 2h11
Gênero: Ação, Aventura, Drama, Suspense
Classificação: 16 Anos
Direção: Juliano Dornelles, Klebber Mendonça Filho
Roteiro: Juliano Dornelles
Elenco: Bárbara Colen, Silvero Pereira, Sônia Braga, Thomás Aquino, Brian Townes
Prêmios
• Festival de Cannes 2019 – Prêmio do Júri
• Festival de Munique 2019 – Melhor Filme
• Festival de Lima 2019 – Melhor Filme, Melhor Direção
• Troféu APCA 2019 – Melhor Filme, Melhor Direção
• Montréal Festival of New Cinema 2019 – Melhor Filme, Melhor Ator
• Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020 – Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Efeitos Visuais
• Prêmio ABC de Cinematografia 2020 – Melhor Fotografia de Longa-metragem, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Som
• Online Film Critics Society Awards 2020 – Melhor Filme Estrangeiro
Trailer
Dicas para sala de aula
Área de Linguagens
(Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Artes e Educação Física)
Na década de 2010, o Brasil viveu importantes transformações em educação, cultura e esporte. Essas mudanças influenciam diretamente conteúdos escolares e produções artísticas. Com a aprovação da Lei 11.645/08, o currículo escolar passou a incluir obrigatoriamente a História e a Cultura Afro-Brasileira e Indígena nas disciplinas de Língua Portuguesa, Artes e História, promovendo maior diversidade cultural e o reconhecimento da contribuição de povos historicamente marginalizados.
Saiba mais:
Lei 11.645/08
Esse contexto histórico-social mostra como escolas, artes e esportes são espaços de (re)construção da identidade, memória e cidadania – em diálogo com as transformações do país.
Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
(Filosofia, Geografia, História e Sociologia)
Bacurau, lançado em 2019, dialoga com o contexto histórico do Nordeste brasileiro na década de 2010, marcado por conflitos agrários, abandono do Estado em áreas rurais e mobilizações sociais por direitos à educação e à terra. O filme funciona como uma narrativa de resistência comunitária, refletindo tensões reais sobre desigualdade, violência e identidade cultural das regiões periféricas.
Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias
(Biologia, Física e Química)
O filme Bacurau remete a realidades do Nordeste que sofrem com problemas ambientais e sociais – e esses cenários podem ser explorados pelas ciências da natureza como forma de entender a relação entre clima, ambiente e sociedade.
Durante a década de 2010, a região Nordeste enfrentou uma seca histórica (2012–2017) considerada uma das mais severas já registradas, com chuvas irregulares e prolongada estiagem, que afetou solo, agricultura, abastecimento de água e ecossistemas locais.
Saiba mais:
Seca na Região Nordeste do Brasil na década de 2010
Área de Matemática e suas Tecnologias
O filme Bacurau retrata comunidades do Nordeste que enfrentam desafios ligados à escassez de recursos, desigualdade social e isolamento. Fatores que podem ser estudados com matemática e tecnologias para compreender e resolver problemas reais.
Além disso, tecnologias digitais e sistemas de monitoramento remoto, como sensores de umidade do solo, mapas digitais e softwares de gestão de recursos hídricos, passaram a ser cada vez mais utilizados no planejamento agrícola e na gestão de água em comunidades vulneráveis.
Saiba mais:
Sensoriamento remoto














