Movimentos sociais, organizações políticas, sindicatos e centrais sindicais estão convocando a população brasileira para participar dos atos em defesa da democracia, nesta quinta-feira (8). A data marca o terceiro ano após os ataques golpistas em que eleitores(as) do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, em uma reação contra o resultado das eleições e na tentativa de efetivar um golpe de Estado.
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Além de fazer memória deste dia que ficou registrado na história do país pela resistência das instituições democráticas e do povo brasileiro, as manifestações vão pautar o pedido para que o presidente Lula vete o PL da Dosimetria. O projeto, aprovado no Congresso Nacional, reduz as penas dos(as) criminosos(as). Em Curitiba, o evento começa às 17h na Praça Santos Andrade, com o nome de Ato Cultural e Aula Pública pela Democracia, Soberania e a Luta Anti-imperialista.
Lembrar para não repetir
Inconformados com o resultado das eleições de 2022, em que a maioria do povo elegeu o presidente Lula, apoiadores de Jair Bolsonaro, candidato derrotado, se mobilizaram em torno de reivindicações criminosas e inconstitucionais, como o pedido de “intervenção militar”.
Acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, na tarde do dia 8 de janeiro de 2023 os(as) extremistas(as) saíram em direção a Esplanada dos Ministérios e, usando paus, pedras, barras de ferro e até coquetéis molotov, furaram o bloqueio policial, invadiram e depredaram o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.

No rastro de destruição, os(as) golpistas quebraram obras de artes, vidraças, danificaram mobiliários e documentos. O objetivo era instigar um caos em todo o país e a adesão das forças militares ao movimento golpista.
A iniciativa foi contida com uma resposta rápida das instituições e o repúdio da sociedade. Em torno de 2 mil pessoas foram detidas. No mês de setembro, o STF condenou o primeiro réu.
Pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada, Aécio Lúcio Costa, de 51 anos, recebeu uma pena de 17 anos de prisão.
O caso também foi objeto de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) no Congresso. O relatório final pede o indiciamento de 61 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente encontra-se preso em cela especial da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ex-presidente foi julgado e condenado pelo STF e cumpre pena de 27 anos por golpe de Estado e outros crimes.
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