Ato gigante exige pagamento de reposição aos(às) servidores(as)

30 mil servidores(as) chegam ao Palácio Iguaçu

Foto: APP-Sindicato

O estado do Paraná deve 17% de reposição ao funcionalismo público. O valor é decorrente do congelamento de salários desde 2016. O governador Ratinho Junior (PSD) se elegeu prometendo pagar a dívida e dialogar com os(as) servidores(as), mas se passaram seis meses e ele ainda não recebeu os sindicatos para debater esta defasagem e anunciou a imprensa, na última semana, uma proposta de apenas 0,5% de reposição para 2019.

O anúncio do governador inflou a greve que teve adesão de mais categorias e trabalhadores(as) fortalecendo o movimento. Nesta terça-feira(9), os sindicatos e associações organizaram um ato que contou com cerca de 30 mil pessoas, entre servidores(as), familiares e estudantes. O funcionalismo público cobra uma nova proposta de, pelo menos, a reposição da inflação dos últimos 12 meses que é de 4,94% e negociação sobre os atrasados.

O governo alega não ter dinheiro e que a reposição irá “quebrar” o Estado, mas ao mesmo tempo, o governo não cobra dos grandes empresários e ruralistas mais de R$ 10 bilhões em impostos.

Educação não é mercadoria

Outro foco é o pedido de demissão do Secretário de Educação Renato Feder. O empresário assumiu a Secretaria de Estado da Educação (Seed) em janeiro e não tem experiência com educação pública. Educadores(as) afirmam que Feder quer estabelecer uma política empresarial nas escolas estaduais.

A secretaria, sob seu comando, pretende realizar uma prova para contratação de professores(as) temporários e a APP-Sindicato denúncia que os custos deveriam ser investidos em realização de concurso público, já que são mais de 30 mil profissionais temporários atuando hoje somente na educação.

Os(as) servidores(as) permanecem no Centro Cívico durante todo o dia. Duas reuniões de negociação com técnicos do governo acontecem nesta manhã, na Assembleia Legislativa. Uma trata da data-base e outra da pauta específica da educação.

Solidariedade

Os sindicatos e associações organizaram também uma coleta de alimentos e agasalhos que serão doados a instituições que atendem pessoas carentes na capital. A coleta continua no acampamento montado em frente ao Palácio Iguaçu.