Ato em alusão ao dia da Visibilidade Trans acontece nesta sexta-feira (26) na Boca Maldita APP-Sindicato

Ato em alusão ao dia da Visibilidade Trans acontece nesta sexta-feira (26) na Boca Maldita

Evento ocorrerá entre as 10h e 16h para marcar a data, oferecer orientações sobre a mudança de nome social e dar evidência às pautas da população trans

Pela primeira vez, a capital paranaense será palco de um evento para celebrar o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A iniciativa, de autoria da Ouvidoria da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR), acontecerá nesta sexta-feira (26), das 10h às 16h na Boca Maldita, e tem como objetivo atingir o público curitibano que desconhece as pautas transsexuais e travestis. Durante o evento, a DPE-PR também fará atendimento para orientação sobre retificação de nome e gênero.

Karollyne Nascimento, organizadora do TransGrupo Marcela Prado e ouvidora-geral da DPE-PR, a primeira mulher trans a ocupar este cargo nas Defensorias Públicas do Brasil, afirma que a ideia principal do ato é fazer a abordagem de transeuntes na Boca Maldita para falar sobre as existências Trans e Travestis. “Buscamos falar com essas pessoas para  desmistificar muito do que a sociedade tem como culturalmente imposto a esse grupo”, afirma a ouvidora.

A APP apoia o evento. Para Clau Lopes, secretário executivo da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ do Sindicato e conselheiro municipal da Diversidade Sexual de Curitiba, representando a Central Única dos(as) Trabalhadores(as) do Paraná (CUT-Paraná), as escolas e os(as) educadores(as) possuem papel fundamental no combate à transfobia.

O sindicato continua sempre na luta, ao lado dos movimentos sociais e do poder público, porque nós entendemos a importância da ampliação desse debate na sociedade e também nas escolas. É lutando por uma escola livre da transfobia e do ódio que garantimos uma escola que acolhe, que protege os(as) nossos(as) estudantes trans e também os(as) nossos(as) professores(as)”, complementa Clau.

Karollyne lembra que “ainda existem muitas pessoas que acreditam que travestis e transexuais são homens que se vestem de mulheres”, uma concepção discriminatória que ignora a identidade de gênero desta população.

A expectativa da DPE-PR é de que o tema não se esgote em janeiro, quando a data de celebração passar. “Uma das ideias é que a gente faça esses atos também em outras datas, em outros municípios onde a Defensoria atua, para que a gente possa levar esse conhecimento também para outros lugares”, complementa Karollyne.

1° Marsha Nacional – 20 anos da visibilidade Trans

Outro evento pioneiro marcará a data no Dia da Visibilidade Trans. No dia 28 de janeiro, a partir das 13h, em Brasília, acontecerá a 1° Marsha Nacional – 20 anos da visibilidade Trans. Organizada pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), a mobilização agrega mais de 40 instituições apoiadoras e pretende mobilizar a maior ocupação feita por pessoas trans e travestis do país.

A ‘Marsha’ recebe esse nome em homenagem à ativista Marsha P. Johnson, ativista trans negra, artista e profissional do sexo, que foi uma das figuras mais proeminentes do movimento pelos direitos LGBTQIA+ nas décadas de 1960 e 1970, em Nova York.

De acordo com a organização da mobilização, entre as pautas da ‘Marsha’ estão o direito à educação, saúde pública, segurança, memória e acesso à Justiça e também a luta contra o novo RG, que reforça violências contra pessoas trans.

A APP também estará representada na Marsha com a participação do dirigente Clau Lopes.

Programação do evento

13h – Concentração em frente ao Congresso Nacional

13h às 17h – Oficinas de cartazes + Tendas de Serviços na concentração

14h – Apresentações artísticas

15h – Início das falas políticas

17h – Cortejo em direção ao Museu

19h – Projeção de vídeo sobre os 20 anos da visibilidade trans

20h – Encerramento

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