APP-Sindicato vai à Justiça por direito de educadores(as) ainda não imunizados(as)

APP-Sindicato vai à Justiça por direito de educadores(as) ainda não imunizados(as)

Direção estadual protocolou no Tribunal de Justiça uma ação cobrando que a completa imunização dos(as) funcionários(as) e professores(as) seja condição para o retorno presencial

 

A Nossa Luta Salva Vidas! Em cumprimento com a decisão dos(as) trabalhadores(as) em Educação Pública do Paraná na última Assembleia Estadual da APP-Sindicato, a direção estadual reforça seu compromisso com a continuidade e intensificação da luta pela vida. Nesta semana, a APP protocolou uma ação no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) solicitando a imediata suspensão das atividades presenciais para os(as) profissionais que não tomaram a segunda dose da vacina.

O Sindicato baseia-se nos estudos epidemiológicos do Instituto Nacional de Pesquisas (INPA), no direito Constitucional à saúde e à vida e nos dados divulgados pelo próprio governo estadual sobre a propagação da pandemia, para solicitar que, somente depois de 30 dias da segunda dose (ou da dose única), o(a) professor(a) e funcionário(a) possa ser convocado(a) para a realização do trabalho presencial nas escolas. “Reafirmamos a defesa do processo de imunização completa dos profissionais da Educação e cobramos os cuidados necessários e protocolares de segurança sanitária para o retorno seguro das aulas presenciais nas escolas”, argumenta o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão

O secretário de Assuntos Jurídicos da APP, professor Mário Sérgio comenta que o Estado já foi acionado para enviar dados que sobre a convocação em massa dos(as) educadores(as). “A juíza que assumiu o caso determinou a intimação do Estado para informar o número de servidores não imunizados, isso é importante para confirmar que há um grande risco de aglomeração com o retorno presencial nas escolas e de aumento expressivo da contaminação ainda em alta letalidade no Estado”, afirma o secretário.

De acordo com a comunidade científica e as autoridades sanitárias, as pessoas pertencentes aos grupos de risco da COVID-19 têm maior chance de desenvolver as formas mais graves da doença. Isso não significa, contudo, que aqueles que não pertencem aos referidos grupos não possam adquirir a doença em sua forma grave ou que não possam vir à óbito em decorrência da contaminação pelo Coronavírus.

“O retorno das aulas precisa acontecer com segurança para os(as) profissionais da educação, estudantes e toda comunidade escolar, o mínimo que esperamos que este Estado respeite é a imunização dos(as) trabalhadores(as). O ideal seria após a vacinação de toda a comunidade, não tendo, precisamos garantir a imunização dos trabalhadores(as) e a rápida ampliação da vacinação de toda a população”, explica a secretária de Finanças da APP-Sindicato, professora Walkiria Mazeto

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