APP-Sindicato toma posse na nova gestão do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher

APP-Sindicato toma posse na nova gestão do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher

Ato marca a continuidade do protagonismo da APP-Sindicato na defesa dos direitos das mulheres, especialmente em um contexto de ataques do governo Ratinho Jr. às trabalhadoras da educação

APP-Sindicato, CUT e Fetec fazem parte das 13 entidades eleitas para integrar o Conselho representando a sociedade civil - Foto: APP-Sindicato

Dando continuidade na trajetória histórica em defesa dos direitos das mulheres, a APP-Sindicato tomou posse na última sexta-feira (17), como uma das entidades eleitas representantes da sociedade civil, para compor a gestão 2025-2027 do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Paraná (CEDM/PR).

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Durante a cerimônia, a professora Tatiana Nanci da Maia, futura secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP-Sindicato, foi diplomada como conselheira titular. A professora Margleyse Adriana dos Santos, futura secretária de Administração e Patrimônio da APP-Sindicato, será a suplente.

“Assumir hoje como conselheira é um compromisso coletivo com todas as nossas professoras e funcionárias da educação. A escola é um espaço majoritariamente feminino, e também é onde mais se sente a sobrecarga, o adoecimento e os efeitos do desmonte promovido pelos governos. Nossa presença neste Conselho é para afirmar que a voz das mulheres educadoras precisa ser respeitada. Seguiremos levando essa voz a todos os espaços onde decisões são tomadas”, destacou Tatiana.

Além da atuação sindical, a dirigente reforçou que a participação da APP-Sindicato no Conselho também é símbolo de resistência e transformação.  “Precisamos de políticas públicas específicas para as mulheres trabalhadoras. Aquelas que enfrentam jornadas duplas, triplas e quádruplas muitas vezes sem qualquer reconhecimento.”

A posse marca a continuidade do protagonismo da APP-Sindicato na defesa dos direitos das educadoras, especialmente em um contexto de intensificação dos ataques do Governo do Paraná sob a gestão do governador Ratinho Jr. (PSD) e do secretário de Educação, Roni Miranda, contra a escola pública e as políticas sociais.

Margleyse dos Santos também defendeu a importância do espaço como disputa de um projeto de sociedade. “De um lado, quem tenta desmontar políticas públicas e retirar direitos, do outro, nós, mulheres organizadas que lutamos por justiça social, igualdade e valorização das servidoras públicas. Minha presença também representa a força da APP-Sindicato e de todas as companheiras que constroem a luta feminista no Paraná”, pontua Margleyse.

As duas dirigentes vão substituir a professora Taís Adams, atual secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+, e a funcionária de escola Celina Wotcoski, secretária de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, titular e suplente, respectivamente, na gestão do Conselho que se encerra.

Eleitas como entidades de proteção e defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras, assim como a APP-Sindicato, também tomaram posse a Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR) e a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-PR). A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Paraná, Eunice Miyamoto, vai representar a Central no colegiado como titular e, na suplência, a atual secretária de Assuntos Municipais da APP-Sindicato, professora Márcia Oliveira.

Composição

O CEDM-PR é vinculado à Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, e é formado por 26 conselheiras, sendo 13 representantes do governo e 13 da sociedade civil.

Criado pela Lei 17.504/2003, o Conselho tem como objetivo garantir a participação popular e propor diretrizes para políticas públicas voltadas às mulheres, além de exercer função normativa, consultiva e de controle social.

As reuniões ocorrem mensalmente e, quando convocadas, de forma extraordinária. O cargo de conselheira é voluntário e considerado serviço relevante prestado ao Estado.

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