APP-Sindicato reforça pauta da educação na luta por Reparação e Bem Viver durante marcha em Brasília

APP-Sindicato reforça pauta da educação na luta por Reparação e Bem Viver durante marcha em Brasília

Mobilização reuniu mais de 300 mil mulheres e pautou também as lutas das educadoras e estudantes negras do Paraná por justiça e superação do racismo

Legenda: Dirigentes da APP-Sindicato levam lutas do Paraná à Marcha das Mulheres Negras em Brasília - Foto: APP-Sindicato

Dirigentes da APP-Sindicato participaram na última terça-feira (25) da 2ª edição da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, levando ao evento as pautas fundamentais das educadoras e estudantes negras da rede pública para uma educação pública antirracista, democrática e de qualidade. A atividade reuniu mais  300 mil mulheres de todas as regiões do país.

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A secretária de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo da APP-Sindicato, Celina da Silva Wotcoski, destaca a importância da participação da entidade. “Precisamos mostrar nossa luta para dar visibilidade aos nossos professores, funcionários de escola e estudantes negros, fazendo com que se sintam acolhidos e contemplados. Sabemos que ainda precisamos avançar muito na educação, pois o primeiro momento em que uma criança se sente negra e sofre racismo é na escola”, explica.

A Marcha das Mulheres Negras deste ano, que remonta a primeira edição realizada dez anos atrás, contou com o reforço de representações de mais de 400 entidades e de mais de 40 países. Durante o evento, as mulheres presentes colocaram como pautas centrais a reparação histórica de pessoas negras, o enfrentamento à violência racial e de gênero, a participação política, a proteção dos territórios quilombolas, a justiça ambiental e o fortalecimento das comunidades tradicionais. 

Ao fim, foi publicado um manifesto das Mulheres Negras, com 11 proposições centrais para o projeto político de Reparação e Bem Viver, exigindo o protagonismo e a autonomia das mulheres negras na sua gestão. No manifesto, o movimento ressalta que reparação, no contexto brasileiro e na perspectiva das mulheres negras, é a criação e implementação de ações e políticas que revertam os impactos da escravidão e da colonização presentes na sociedade atual. 

“Por isso, a pauta da redistribuição das riquezas e das iniciativas sistêmicas para compensar injustiças nos são tão caras. Não é à toa que insistimos na garantia do direito à vida com liberdade e autodeterminação, à educação, seguridade social, segurança, justiça racial, memória, cultura, e direito à terra e ao território – livre da violência policial e da narco milícia”, destaca o texto.

Além de Celina, também participaram da Marcha representando a APP-Sindicato as secretárias de Geral, Natália dos Santos Silva, de Administração e Patrimônio, Margleyse dos Santos, a integrante do Conselho Fiscal, Julia Maria Morais, e educadoras dos núcleos sindicais de várias regiões do estado.

>> Confira o manifesto na íntegra aqui

Live trabalha a educação antirracista

“A sua escola é antirracista?” Essa foi a pergunta que pautou a produção especial da APP-Sindicato para as celebrações do Mês da Consciência Negra deste ano. O conteúdo, transmitido ao vivo nas redes sociais, reuniu profissionais da educação com atuação na rede estadual de ensino. Além de trazer informações sobre a temática, os(as) especialistas ofereceram dicas e exemplos de como tornar a sala de aula um espaço de enfrentamento e superação do racismo, como propõe a Lei 10.639, que determina o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana.

A apresentação foi realizada pelas dirigentes Celina e Margleyse dos Santos, secretária de Administração e Patrimônio, em colaboração com a funcionária do sindicato, Odara Moreira, que mediou as colaborações enviadas ao vivo pela audiência.

O evento especial contou ainda com a participação do professor e secretário de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores no Paraná (CUT-PR), Luiz Carlos dos Santos, da advogada Solange Freitas, e da presidenta da APP-Sindicato, Walkíria Mazeto.

:: Confira abaixo materiais para conhecer, aplicar e transformar sua aula e sua escola em instrumento antirracista

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