APP-Sindicato participa da Marcha da Classe Trabalhadora nesta quarta-feira (15)

APP-Sindicato participa da Marcha da Classe Trabalhadora nesta quarta-feira (15)

Convocada pela CUT e demais centrais sindicais, a mobilização reivindica o fim da escala 6X1 e outras pautas importantes para trabalhadores(as) brasileiros(as)

Legenda: Trabalhadores(as) da educação somaram força na luta pelo fim da escala 6x1, pela aprovação da PL contra a misoginia e fim da Pejotização. Foto: Daniel Popilnicki/ APP-Sindicato

Representantes da APP-Sindicato participaram, na manhã desta quarta-feira (15), da Marcha da Classe Trabalhadora 2026, somando forças às diversas classes de trabalhadores(as) na luta por melhores condições de trabalho e avanços em reivindicações históricas do movimento sindical. Realizada em Brasília, a mobilização foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais e reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios.

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Entre as principais pautas estiveram a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1, além de temas fundamentais que estão em debate no Congresso Nacional, como o projeto de lei que criminaliza a misoginia, o enfrentamento à precarização e à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

Foto: APP-Sindicato

“A classe trabalhadora precisa ter um momento de lazer, um momento de descanso, contato com a família e atenção para seus filhos. Para nós da educação, é extremamente importante ter pais e mães presentes na vida dos filhos, e a escala 6×1 não permite isso. Como uma categoria majoritariamente feminina, também estamos na luta contra o feminicídio e exigimos políticas públicas em defesa da vida das mulheres”, aponta a Secretária de Organização da APP-Sindicato e dirigente da CUT-Paraná, Sidineiva Gonçalves de Lima.

A marcha iniciou às 10h30 e seguiu até a Esplanada dos Ministérios. A mobilização faz parte da preparação para o 1º de Maio, com a proposta de fortalecer o caráter político da data.

Foto: Giordano de Oliveira

Valorização da Educação

Durante a marcha, os(as) educadores(as) paranaenses levantaram as pautas da categoria, que têm sido ampliadas a partir dos debates da 27ª Semana Nacional em Defesa da Escola Pública, iniciada na última terça-feira (13) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

A mobilização soma forças à marcha e busca pautar a urgência de investimentos públicos exclusivos para a educação pública, garantindo infraestrutura, gestão democrática e a valorização real de professores(as) e funcionários(as) de escola.

O secretário de Comunicação da APP-Sindicato, Daniel Popilnicki, enfatiza que a educação e a APP-Sindicato somaram forças para garantir que as pautas da Educação também sejam vistas. “A APP-Sindicato se junta às demais categorias de trabalhadores pelo fim da escala 6×1, pela criminalização da misoginia, pela regulamentação do trabalho por aplicativos e, claro, por uma educação pública, sem privatização e militarização”, completa.

Foto: Janaina Meazza

Fim da 6×1

Na noite desta terça-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou o projeto de lei que prevê o fim da escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1) e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.

De acordo com o texto, a proposta é reduzir a jornada de trabalho de 44h semanais para 40h semanais, garantindo dois dias de descanso sem redução salarial. A medida possui abrangência ampliada, alcançando categorias como empregados(as) domésticos(as), comerciários(as) e aeronautas sob o regime da CLT e leis especiais.

O novo teto também se aplica a regimes diferenciados e escalas especiais; contudo, formatos como o 12×36 permanecem permitidos por meio de acordo coletivo, desde que a média semanal respeite rigorosamente o limite de 40 horas.

O projeto chegou a ser debatido na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, porém a votação foi adiada após um pedido de vista da oposição, feito pelo deputado Lucas Redecker (PSD-RS). O projeto volta para a discussão da comissão em duas sessões. A APP-Sindicato, junto com as demais categorias que fazem parte CUT continuarão atentas e pressionando para que o projeto seja aprovado.

Foto: Margleyse dos Santos/APP-Sindicato

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