APP-Sindicato participa de 1º de maio internacional

APP-Sindicato participa de 1º de maio internacional

Em Foz do Iguaçu, Centrais Sindicais do Brasil, Paraguai e Argentina realizaram ato público e seminário sobre os direitos da classe trabalhadora

Foto: Marco Labanca

Centrais sindicais e sindicatos dos países que compõem a tríplice fronteira realizaram neste 1º de maio um ato na Praça da Paz, no centro de Foz do Iguaçu. No dia anterior, no sábado (30), o grupo de trabalhadores(as) participou do Seminário Internacional sobre a Situação da Classe Trabalhadora na América Latina.

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Para o presidente da CUT Paraná, Marcio Kieller, o evento reforça a importância do internacionalismo e da solidariedade entre a classe trabalhadora. “Devido ao momento político que vivemos, é fundamental para exercitar o internacionalismo de classe. A parceria com companheiros do Paraguai e Argentina e nos coloca perto da realidade do que acontece nestes países e a necessidade de sermos solidários. A classe trabalhadora é internacional e sofre da mesma forma. É importante essa solidariedade e esse internacionalismo classista”, enfatizou Kieller.

:: Veja abaixo o depoimento do presidente da CUT-PR, Marcio Kieller, após o Seminário

 

A secretária de Política Sindical, professora Taís Adams Gramowski conta que o Dia do Trabalhador(a) é um momento de reflexão e solidariedade. “Nesse primeiro de maio destacamos a importância da consciência de classe, entre trabalhadoras e trabalhadores, e por ser um ano eleitoral, podemos mudar a correlação de forças, elegendo governantes que invistam no estado, retomem os direitos trabalhistas, e mantenham o serviço público que garanta as necessidades de saúde, segurança e educação para todos e todas”.

 

O saldo do seminário foi a Construção de propostas unificadas para que os trabalhadores e trabalhadoras dos três países limítrofes lutem pelos seus direitos. “A luta dos trabalhadores brasileiros, argentinos e paraguaios tem muita coisa em comum. Fazer a integração e discutir a realidade dos trabalhadores e construir propostas unificadas fortalece a luta”, salienta a secretária de Comunicação da CUT Nacional, Rosane Bertotti.

:: Rosane Bertotti, secretária de Comunicação da CUT Nacional explica os pontos comum na luta dos trabalhadores e trabalhadoras dos três países que participaram do evento

Com o avanço do neoliberalismo da América Latina, os três países alterações nas políticas públicas de atendimento a população, retirada dos direitos trabalhistas, desmonte do serviço público, privatizações, terceirizações, redução de investimentos em educação.

A CUT-PR e a APP-Sidicato desenvolvem atividades para que a classe trabalhadora (da qual professores e funcionários de escola fazem parte) tenha cada vez mais condições de entender e participar ativamente da escolha dos(as) representantes que possam criar, aprovar e fiscalizar políticas públicas que diminuam as desigualdades sociais.  “Foi um momento muito importante para avaliar a situação crítica que estamos vivendo. Alinhamos forças e firmamos o compromisso de que a educação pública, a democracia e a valorização dos trabalhadores deve ser prioridade nos planos de governo neste ano eleitoral”, reforça o dirigente.

Com informações de CUT e CUT-PR

 

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