APP-Sindicato mostra a defesa da vida e das vacinas dia 8 de março

APP-Sindicato mostra a defesa da vida e das vacinas dia 8 de março

Chega de violência contra as educadoras públicas

Segunda-feira, dia 8, comemora-se o Dia Internacional das Mulheres. A homenagem é justa, mas, também é preciso mostrar a realidade vivenciada pelas trabalhadoras da educação – professoras e funcionárias.

Por isso, pela defesa da vida e da vacina para todos(as), dia 8, será feita uma “intervenção silenciosa” para mostrar as violências sofridas pelas educadoras. Às 8 horas, poucas mulheres da APP-Sindicato estarão em frente ao Palácio Iguaçu, segurando faixas com dizeres que mostram os impactos sofridos. Serão respeitados todos os critérios que a pandemia exige. Vidas importam, não se brinca com saúde e com educação.

A secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBT da APP, Ana Carolina Dartora, disse sobre a ideia do ato simbólico. “Será algo mais visual, para amanhecer no dia 8 e mostrar todas as violências que as trabalhadoras da educação estão sofrendo. É um pedido das educadoras ao governador do Paraná para que o cenário mude, sem violência, pois muitas estão adoecendo tanto fisicamente como mentalmente”.

O ano era 2019 e a APP-Sindicato já divulgava os números alarmantes de suicídio de professores(as) no Paraná, que aumentou 15 vezes em cinco anos, cuja estatística estava associada à precarização das condições de trabalho e aumento da carga de trabalho (relembre aqui). Durante a pandemia, o desespero das educadoras pela jornada mais intensificada ficou nítido pelo acúmulo das funções (ser mulher, trabalhadora, mãe, dar conta de todas as atividades on-line, muitas vezes com precariedade das tecnologias e acessos, além das tarefas presenciais – isso não é ser uma mulher maravilha das histórias contadas, isso é desumano).

A secretária de Finanças do Sindicato, Walkiria Mazeto, chama a atenção para uma das frases “Trabalhadoras da educação em defesa da vida e da vacina para todas e todos” e reforça a importância da data para intensificar o combate à violência feminina, que, infelizmente durante o isolamento social aumentou. “A sociedade e as mulheres merecem respeito e valorização. Chega de violência e desigualdades”.

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