APP-Sindicato mobiliza categoria durante Dias de Estudo e Planejamento nas escolas

APP-Sindicato mobiliza categoria durante Dias de Estudo e Planejamento nas escolas

Durante o trabalho nas bases, dirigentes estão convocando os(as) educadores(as) para participar da assembleia estadual, no próximo sábado (7) em Curitiba, que vai aprovar a Campanha Salarial 2026

Escola Estadual Dom Pedrro II NS Campo Mourão - Foto: Divulgução

Dirigentes da APP-Sindicato iniciaram nesta terça-feira (3) visitas às escolas públicas paranaenses, durante os Dias de Estudo e Planejamento, para dialogar com os(as) trabalhadores(as) da educação sobre as propostas para a Campanha Salarial 2026 e as lutas deste ano. Além dos debates e entrega dos materiais do sindicato, os(as) dirigentes convocaram os(as) profissionais para participar da assembleia estadual que será realizada neste sábado (7), em Curitiba, com início às 8h30.

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“Mais um ano se inicia nas escolas. Esse é um tempo para debater a organização do ano letivo, programas e projetos que a escola pretende desenvolver, mas também é um momento coletivo importante para nossa organização enquanto trabalhadoras(es) da educação”, apontou a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, durante visita ao Colégio Estadual do Paraná.

Presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Olegário Mazeto, em visita ao Colégio Estadual do Paraná (CEP) – Foto: Altvista/APP-Sindicato

A APP-Sindicato tem a tradição de acompanhar e dar boas-vindas ao retorno das atividades escolares em todo o Estado, além de tirar dúvidas sobre temas que recaem na educação pública e questões salariais. A dirigente destaca que as visitas são fundamentais para a construção da luta coletiva no Paraná, mas critica a redução dos Dias de Estudo e Planejamento por parte da Secretaria da Educação (Seed), condenando a falta de tempo para ampliar os debates nas escolas.

“Cabe lamentar que a Seed nos últimos anos tem reduzido os Dias de Estudo e Planejamento que já foram uma semana toda e agora estão reduzidos a dois dias, que acabam sendo de repasse das ordens da Seed e resta pouco ou quase nenhum tempo para os debates específicos de cada escola”, completa.

Edição Pedagógica

Para dar suporte ao debate, o sindicato distribuiu a nova edição do Jornal 30 de Agosto – Edição Pedagógica. O material é acompanhado de um encarte com detalhes da proposta de Campanha Salarial 2026 e traz ainda um balanço da política educacional, dos ataques do governo Ratinho Jr. e da resistência da escola pública paranaense no período de 2019 a 2026.

Colégio Estadual Jardim Canadá – Foto: Divulgação

A secretária de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato e vice-presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Marlei Fernandes, está na região de Maringá e apontou que os diálogos com a categoria têm sido produtivos.

“Nossa categoria está sintonizada e receptiva à edição pedagógica e ao material da campanha salarial. Os educadores e educadoras estão atentos e dispostos a fazer a luta como sempre, além de terem aproveitado o momento para tirar dúvidas particulares ou da categoria como um todo. A categoria está atenta aos próximos passos da luta”, completa Marlei.

Já a secretária executiva de Comunicação, Cláudia Gruber, destaca as críticas e questionamentos da categoria sobre as ações da Secretaria da Educação, como relatos de abusos e descaso quanto à distribuição de aulas, principalmente as punições para quem precisou pegar atestado médico ou licença para cuidar da saúde.

“O governo diz que temos a melhor educação do país, mas não consegue realizar uma distribuição de aulas correta. Todo ano é esse estresse e muitas escolas vão começar as aulas sem o quadro de professores completo”, disse.

Colégio Estadual Gabriel de Lara – Foto: Divulgação

Luta contra o assédio

Além da campanha salarial e da luta permanente contra a privatização e militarização das escolas paranaenses, o periódico alerta para um cenário preocupante sobre a saúde mental dos(as) educadores(as) paranaenses, sendo a cultura de controle e assédio moral institucionalizado, que utiliza o vigiar e punir para forçar resultados. Somente em 2025, cerca de 8 mil educadores(as) foram afastados(as) por problemas de saúde mental.

Aparecida Reis Barbosa, secretária Educacional da APP-Sindicato, está visitando escolas da região do litoral do Paraná e ressaltou que, durante os oito anos de governo Ratinho Jr., muita luta foi feita contra a política de vigiar e punir.

“Tem sido muito boa a acolhida nas escolas, importante destacar que esse é um ano de possibilidades, assim como somos pessoas com muitas possibilidades. Neste balanço dos oito anos de governo de Ratinho Jr., sofremos diversos ataques a partir da política de vigiar e punir. Fizemos muita luta e conseguimos imprimir na sociedade um debate muito importante, que é a defesa da escola pública”, explica a dirigente.

Colégio Estadual Padre Francisco Belinovski – Foto: Divulgação

Assembleia Estadual

Durante as visitas, os(as) dirigentes reforçaram a importância da participação de educadores(as) na primeira Assembleia Extraordinária Estadual do ano, que será realizada neste sábado (7). O encontro será na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), localizada na Avenida Victor Ferreira do Amaral, 771, no Tarumã, em Curitiba, com início às 8h30. Os(as) educadores(as) vão debater propostas para a Campanha Salarial 2026, calendário de lutas e outras pautas importantes para a categoria.

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