APP-Sindicato marca presença na Assembleia Legislativa em busca de apoio para as lutas da categoria

APP-Sindicato marca presença na Assembleia Legislativa em busca de apoio para as lutas da categoria

Antes de se reunir com o líder do governo, Hussein Bakri, dirigentes e aposentados(as) distribuíram uma carta aberta aos parlamentares

Nove anos depois de ter a causa da educação traída pelos parlamentares que aprovaram o confisco do fundo previdenciário dos servidores públicos, dirigentes da APP  e educadores(as) aposentados(as) visitaram neste 29 de abril a Assembleia Legislativa, em busca de apoio à pauta de reivindicações da categoria. 

Os(as) educadores(as) assistiram a sessão legislativa e depois se reuniram com o líder do Governo, deputado Hussein Bakri. Nesse encontro foram reafirmadas as seguintes pautas da APP: Data base, Piso Salarial, paridade para todos aposentados, isenção da cobrança da previdência até teto do INSS, fim da punição das faltas por atestados de até três dias, extinção do programa Parceiros da Escola, revisão tabela QFEB e equiparação salarial

Os(as) parlamentares receberam em mãos carta aberta com reivindicações e pedido de apoio para aprovação de medidas na Assembleia. 

A ação faz parte da mobilização para lembrar o Massacre do Centro Cívico, em 2015, quando professores(as) que se manifestavam contra as mudanças na Previdência dos(as) servidores(as) públicos foram atacados(as) por 2,5 mil policiais com 2.300 balas de borracha, 1.400 bombas de efeito moral em uma operação que custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos. 

 

Na manhã desta segunda-feira (29), educadores(as) manifestaram-se em frente à Secretaria de Estado da Educação, em Curitiba, com o lema Outra Educação é Possível, divulgando o boicote às plataformas digitais neste dia 29. 

A participação da APP na sessão da Alep foi saudada pelo deputado estadual professor Lemos. “Servidores da educação, professores e funcionários, ativos e aposentados, aqui comparecem trazendo uma carta aos deputados, rememorando o 29 de abril de 2015, que foi um dia que deixou cicatrizes, físicas, com mais de 400 feridos, mas deixou também na alma uma cicatriz que não se cura”, disse. 

“Estamos rememorando o 29 de abril para que nunca mais se repita, porque foi um ato de covardia usado pelo governo da época para atacar o fundo de previdência dos servidores”, discursou Lemos. Depois da mudança, o Fundo de Previdência passou a perder R$ 2 bilhões por ano, segundo o deputado.

A sangria de recursos da Previdência foi a justificativa do governo Ratinho Jr para aprovar reforma da previdência em 2019,  aumentando alíquota de contribuição para 14%, inclusive sobre a parcela inferior ao teto do INSS, reduzindo salários líquidos dos servidores, ativos e aposentados.

Lemos destacou que a pauta de reivindicações da APP é justa e cabe no orçamento estadual. “O governo tem que pagar a inflação do ano, repor a inflação no salário dos servidores na Data-base, que já é no mês que vem (maio). Tem reivindicação que nem é financeira, como eliminar a terceirização, rever a revogação dos cargos de agentes 1 e 2, fazer concurso para funcionários, fundamentais para a educação pública”, observou.

Carta

A carta aberta entregue pela APP aos(às)  deputados(as) estaduais lembra que o dia 29 de abril de 2015 sempre será lembrado pela violência dos tiros e bombas contra educadores(as). “Essa data tornou-se dia de luto e luta da categoria, momento importante de memória, indignação e coragem para construir outra educação e avançar na conquista de direitos”, diz o documento. 

Se há 9 anos a violência foi com bombas e tiros, hoje ela se realiza com o controle do trabalho pedagógico, com uma dívida de mais de 34% de reposição salarial, precarização da saúde mental e física e terceirização dos(as) funcionários(as) de escola que traz prejuízo para ação pedagógica.

A Carta lista os pontos centrais da campanha salarial:

  • Pagamento do reajuste da Data-base a todos(as) os(as) servidores(as), para os(as) ativos(as) e aposentados(as) na base da carreira e com reflexo em toda a tabela salarial;
  • Zeramento, até o final da gestão desse governo, da dívida acumulada de 34% da data-base com os(as) servidores(as);
  • Equiparação salarial dos(as) professores(as) aos(as) demais servidores(as) do estado; 
  • Fim da terceirização, retorno do concurso público e revisão da carreira QFEB garantindo enquadramento por tempo de serviço; 
  • Aplicação da política de recomposição salarial e fixação do desconto previdenciário, acima do teto do INSS, para todos(as) aposentados(as) com ou sem paridade;
  • Direito a cuidar da saúde, o trabalho humanizado e o fim das punições dadas aos atestados de até três dias;
  • Fim da obrigatoriedade do uso das plataformas. 

Confira a carta na íntegra:

Carta_deputados_29abr2024

 

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