A APP-Sindicato está lançando, nesta semana, dois novos materiais especiais voltados a contribuir com o trabalho pedagógico nas escolas sobre o tema das mulheres e das lutas por igualdade de gênero. O primeiro deles é um impresso em formato zine, que será distribuído nas escolas e também está acessível em versão digital, e o segundo é uma página exclusiva no site da entidade com conteúdos expandidos, artigos, dicas e links diversos.
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A secretária da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ da APP-Sindicato, Tatiana Nanci da Maia, destaca que os materiais não são apenas teóricos, mas instrumentos de agitação e consciência. “Ao pautar o respeito e a autonomia no cotidiano escolar, estamos combatendo o machismo estrutural que sustenta a violência. Uma educação que não liberta a mulher, não educa para a democracia”.

A dirigente acrescenta que, não apenas no mês de março, mas ao longo de todo o ano, a APP-Sindicato convoca os(as) educadores(as) a atuarem como agentes de transformação. O objetivo é que utilizem os materiais e as sugestões de atividades para fortalecer a rede de proteção e de respeito às mulheres, tanto nas unidades escolares quanto na sociedade.
Tatiana destaca que, utilizando os materiais, é possível que a categoria faça um debate humano, social e político sobre o papel da escola na desconstrução das opressões e na resistência aos retrocessos sociais, reafirmando a defesa da escola pública e democrática.
:: Acesse os materiais
>> Zine: Especial 8 de Março – Educar para a igualdade é prevenir contra a violência (versão digital)
>> Página especial: Mulheres: educar para a igualdade
Educar para igualdade
Tatiana explica que a resistência das mulheres nos dias de hoje é também a luta contra a precarização que atinge majoritariamente as trabalhadoras da educação com a defasagem salarial, a sobrecarga de trabalho com as triplas jornadas e o desmonte dos serviços públicos que são formas de violência institucional que reforçam as desigualdades.
“Para nós, mulheres que somos professoras e trabalhadoras da educação pública do Paraná, essa realidade é ainda mais sentida porque carregamos na pele, na rotina e no compromisso pedagógico a missão de educar meninas e meninos para o respeito, a igualdade e a vida livre de violência. Ao mesmo tempo, sabemos que a educação reflete as desigualdades que queremos transformar”, afirma a dirigente.
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