APP-Sindicato lança Campanha em defesa da segurança nas escolas e da imunização

APP-Sindicato lança Campanha em defesa da segurança nas escolas e da imunização

"Pão, vacina e educação: a nossa luta salva vidas". Confira os motivos que levaram à categoria a uma greve pela vida e também os materiais de divulgação

No ano de 2020, a pandemia de Covid-19 abalou o mundo todo. Foi necessário reconfigurar todas as relações de trabalho, estudo e assim, a sociedade entraram em isolamento social para conter a propagação do vírus letal. Entretanto, o governo federal e o governo de Ratinho por muitas vezes, ignoraram a gravidade da pandemia e forçaram convocação das aulas presenciais e, na grande maioria das escolas, com equipamentos com qualidade e quantidade insuficientes para garantir a segurança no ambiente.

A Campanha “Nossa luta salva vidas”  vem para mostrar e reforçar o posicionamento do Sindicato em defesa das aulas, da segurança da comunidade escolar e, consequentemente, de toda sociedade. Os materiais gráficos, em áudio, vídeo e impressos são um alerta público para a gravidade das convocações para o retorno às escolas sem a imunização completa nem mesmo dos(as) trabalhadores(as).

“As nossas escolas não estão preparadas para oferecer aos nossos estudantes, professores e funcionários de escola; segurança, com relação a contaminação por Covid-19. Não temos nas escolas funcionários suficientes para atender os estudantes e, os poucos funcionários, que temos, não têm EPIs adequados”, relata o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.

A APP-Sindicato luta, em primeiro lugar, pela vida. Esse é o direito principal dos cidadãos. “Conseguimos, ao longo desse último ano, provocar um debate público embasado em dados científicos e no conhecimento pedagógico que reunimos. Foram diálogos importantes com lideranças, prefeitos, com a categoria e com a comunidade escolar. Evitamos a retomada de aulas em períodos de alto risco e isso salvou vidas” reforça o presidente. “Continuaremos fazendo este debate e colocando todo nosso empenho para nos contrapor ao negacionismo da gravidade desta doença que já nos tirou tantas vidas”, afirma Hermes.

O Sindicato afirmou, durante todo o período de pandemia, que para que aconteça o isolamento social é preciso que tenha políticas públicas que garantam à renda mínima, como um auxílio emergencial decente. Quanto à vacina, já é do conhecimento de todas e todos nós boa parte da população já poderia estar imunizada com duas doses.

Ressaltando, que o Sindicato reconhece a importância da voltar às aulas presenciais e entende que os estudantes têm tido prejuízo no processo ensino aprendizagem, no entanto, os conteúdos podem ser recuperados, mas a vida, essa não se recupera. Por isso, a categoria está em greve das aulas presenciais e defende que as aulas presenciais aconteçam somente quando houver segurança com relação a contaminação pela pandemia. As escolas precisam ser fontes de vida, de alegria, de conhecimento e não um espaço que vai propiciar mais dores e sofrimentos para nossos(as) estudantes, seus familiares e os(as) trabalhadores(as) em educação com mais perdas de entes queridos. Estudos têm mostrado que a escola é um espaço com um potencial enorme de contaminação e propagação do vírus.

Veja abaixo, a argumentação do Sindicato retirados da Carta aberta à comunidade sobre a greve pela vida (No link ao final da matéria, há uma série de materiais de apoio e divulgação da Campanha). Leia, compartilhe e reforce esta defesa!

CONHEÇAM 10 MOTIVOS PARA NÃO VOLTAR ÀS AULAS PRESENCIAIS NESTE MOMENTO:
1. Volta às aulas na pandemia é um atentado à vida humana. São milhões de pessoas infectadas e milhares de mortos pela Covid-19 no Brasil.
2. Isolamento social na pandemia é vida preservada. O governo federal não contribuiu para o isolamento social desde o início da pandemia com medidas de seguridade social, com as quais milhares de vidas poderiam ter sido preservadas.
3. O trajeto escolar oferece riscos de contaminação. O deslocamento até a escola, realizado por transportes públicos ou a pé pela maioria dos estudantes e famílias, amplia os riscos de contaminação.
4. A sala de aula aumenta a probabilidade de contágio. Não há garantia do distanciamento entre adolescentes e, sobretudo, entre crianças nas escolas.
5. Sem melhorias necessárias na infraestrutura das escolas não há segurança sanitária. Escolas que não possuem espaços abertos, saneamento e água devem ser reestruturadas para garantir condições adequadas para evitar a contaminação.
6. Sem profissionais da educação não há educação. O número que já era insuficiente será menor descontando os de grupo de risco e menor ainda após o contágio, adoecimento e óbito desses profissionais.
7. Estudantes e professores(as) contaminados, famílias contaminadas. São 123,5 milhões de vidas que seriam colocadas em risco tendo em vista que essas pessoas estão vivendo em domicílios que possuem pelo menos uma pessoa com idade até 17 anos que é estudante.
8. O retorno às aulas pode contribuir para o colapso do SUS. A maioria dos municípios brasileiros não tem UTIs e leitos hospitalares suficientes.
9. Aulas se recuperam, vidas não. A legislação educacional possibilita a reorganização do calendário escolar para retomar às aulas **quando houver condições sanitárias.
10. Educação é um direito de todos e todas. Por isso o retorno às aulas em segurança deve ser garantido a toda a população, não apenas a uma pequena parcela, e a partir do planejamento e ações do poder público junto às comunidades.

:: Jornal 30 de Agosto especial Dias Pedagógicos

Materiais gráficos da Campanha:

Nossa Luta Salva Vidas