APP-Sindicato exige direito de reposição do dia 15 de maio

Sindicato busca reverter medida do governo Ratinho Junior (PSD) igual a adotada por Richa (PSDB) contra professores(as) e funcionários(as)

Greve da Educação levou milhares às ruas no dia 15 de maio - Foto: João Paulo vieira / APP-Sindicato

A APP-Sindicato não aceita a decisão do governo Ratinho Junior (PSD) que anunciou o lançamento de falta na ficha funcional de professores(as) e funcionários(as) de escola que aderiram à Greve Nacional da Educação, no último 15 de maio.

O movimento foi convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e aprovado em assembleia estadual da APP-Sindicato. O protesto foi contra cortes de recursos da educação e as propostas da reforma da Previdência, prejudiciais também aos(às) profissionais da educação.

O Sindicato defende a reposição do dia de greve como um direito dos(as) trabalhadores(as) e dos(as) estudantes. Para a entidade, não há razões para a Secretaria da Educação (Seed) optar por falta, medida que tem única finalidade de punir e atacar a mobilização legítima por melhores condições de trabalho e de qualidade do ensino público.

Para a APP-Sindicato, a decisão do governo Ratinho Junior também contraria a promessa da campanha eleitoral, de diálogo, respeito e valorização dos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola. A prática recorda as mesmas táticas adotadas pelo governo Beto Richa (PSDB) contra a educação paranaense.

O Sindicato continua em busca de uma solução para o impasse, exigindo que o governo respeite o direito de greve assegurado na Constituição Federal, sem ameaças aos direitos conquistados pela categoria.