APP-Sindicato e outras entidades realizam carreata contra retorno às aulas presenciais em Maringá

Durante a mobilização, trabalhadores(as) e entidades sindicais denunciaram a proposta de Ratinho Jr, que põe a vida de profissionais e estudantes em risco

Foto: APP-Sindicato - Núcleo Sindical Maringá

Servidores(as) e entidades sindicais da educação realizaram uma carreata na cidade de Maringá contra o retorno das aulas presenciais. A mobilização ocorreu nesta sexta-feira (07) e segundo os(as) trabalhadores(as) presentes, o Paraná não tem condições de retornar às atividades presenciais por conta dos altos números de infecção do Coronavírus (Covid-19).

Utilizando “Escolas Fechadas, Vidas Preservadas” como mote, os(as) profissionais se concentraram no antigo Aeroporto de Maringá e seguiram pelas principais ruas e avenidas da cidade. O ato fez parte do “Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos”. Segundo Maria Aparecida Genovês, secretária de organização do Núcleo Sindical de Maringá, a carreata foi organizada de maneira virtual por entidades sindicais do município e pretendia denunciar o risco do retorno às atividades. “ A volta das aulas presenciais é de grande risco a saúde de toda a comunidade escolar e também das famílias. O risco de contágio é muito grande para todos(as) e não temos um tratamento eficiente que cure a doença”.

A secretária enfatiza ainda que os(as) trabalhadores(as) que apesar das dificuldades, é melhor manter as aulas não presenciais. “Não temos estrutura para atender os(as) professores(as), funcionários(as) de escola e estudantes, como não temos também trabalhadores(as) suficientes Para atender os protocolos exigidos pela OMS. Nós, do Núcleo Sindical de Maringá somos contra essa tentativa da Secretaria de Estado da Educação (Seed) e do governo, pois lutamos pela educação de qualidade, mas também pelo bem estar social, e a segurança de toda comunidade escolar. Estudos podem ser recuperados e as vidas não”.

A APP-Sindicato Maringá reforça ainda que continuará na luta em defesa dos(as) direitos e da saúde de todos(as). “Importante que cada um faça a luta nos seus locais de trabalho. Fiquem em casa, pois vida deve ser preservada, e resto conquistamos lutando sempre”, conclui Maria Genovês.