Os dias 12, 19 e 26 de fevereiro serão marcados por mobilizações dos(as) professores(as) e funcionários(as) nas escolas da rede pública estadual. Os(as) educadores(as) estão convocados(as) para fazer o diálogo no local de trabalho sobre os pontos da pauta emergencial da Campanha Salarial 2026. A atividade é uma das tarefas coletivas aprovadas pela categoria em assembleia estadual da APP-Sindicato, realizada no último sábado (7).
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“Por ser um ano eleitoral, as reivindicações que envolvem o orçamento do Estado precisam ser aprovadas em lei até o final do mês março. Por isso, é fundamental que cada professor e professora, que cada funcionário e funcionária e também os aposentados e aposentadas se reúnam para entender a pauta e participem das mobilizações para fortalecer a luta por justiça salarial”, explica a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto.
Para dar visibilidade, a orientação é para os(as) educadores(as) irem ao trabalho nestes dias com a camiseta da Campanha Salarial 2026 (Meu Trabalho Tem Valor), produzir cartazes e materiais com as pautas, registrar em foto a mobilização na escola e, em seguida, postar nas redes sociais, incluindo as hashtags #JustiçaSalariaJa #EquiparacaoJa #DatabaseJa #MeuTrabalhoTemValor #APPSindicato e marcando @appsindicato e o arroba do núcleo da APP-Sindicato da região.
Outra forma de mobilização recomendada é o diálogo com vereadores(as), prefeitos(as), deputados(as) e outras lideranças regionais, pedindo apoio para a urgência de justiça salarial aos(às) educadores(as) do Paraná.
Para fazer o diálogo nas escolas, as informações estão disponíveis na página appsindicato.org.br/campanha2026, onde a categoria encontra os detalhes das reivindicações e o calendário de lutas.
Pauta emergencial
Na última terça-feira (10), a diretoria estadual apresentou ao secretário da Educação, Roni Miranda, as pautas emergenciais da campanha salarial, destacando a necessidade de que o secretário faça os encaminhamentos necessários e de que o governo se comprometa com os prazos legais, tendo em vista o calendário eleitoral deste ano.

Equiparação para professores(as)
Na centralidade da pauta, a assembleia aprovou a luta emergencial para cobrar do governo a implantação da proposta de equiparação da carreira dos(as) professores(as) com a tabela salarial dos(as) demais servidores(as) do Poder Executivo com exigência de ensino superior para ingresso no serviço público.
A carreira do magistério é a única que ainda não foi atualizada pela gestão Ratinho Júnior. Enquanto o salário inicial de uma professora com jornada de 40h semanais é de R$ 4,9 mil, profissionais do Quadro Próprio do Poder Executivo (QPPE) recebem R$ 7.616,00.
A proposta prevê a implantação da equiparação salarial em três anos, sendo a aplicação do reajuste do piso nacional, retroativo a janeiro e a aglutinação da tabela de 33 para 18 classes, na primeira etapa. Na segunda, incorporar a GTE no salário, no segundo semestre deste ano, entre agosto e outubro. Na terceira etapa haverá um reajuste de transição para a quarta etapa, etapa está que concluirá a equiparação.
A proposta apresentada e aprovada foi construída por um grupo de trabalho constituído pela APP-Sindicato e secretarias da Educação, Fazenda e Administração. A estimativa é de que sejam necessários R$ 900 mihões para a etapa deste ano. O custo total é estimado em R$ 3,2 bilhões para os professores da ativa e R$ 5 bilhões, incluindo os(as) aposentados(as).
>> Clique aqui para baixar: TABELA SALARIAL PROFESSORAS E PROFESSORES QPM – PROPOSTA COM EQUIPARAÇÃO QPPE
Correção na carreira dos(as) funcionários(as)
Outro item prioritário é a correção de distorções na tabela salarial dos funcionários e equiparação salarial. Na alteração realizada em 2023, a tabela da(o) Agente Educacional II ficou menor que a tabela das(os) servidoras(es) dos demais quadros do Executivo.
O enquadramento à nova tabela ocorreu sem considerar o tempo de serviço trabalhado nas escolas na mesma classe, o que não ocorreu com as demais categorias. A reivindicação é de correção das distorções de enquadramento e equiparação salarial.
Avanços salariais também às(aos) aposentadas(os)
Ainda na pauta salarial, a luta é para que os avanços salariais sejam também aplicados a todas(os) aquelas(es) que dedicaram sua vida à educação neste Estado, independente de terem se aposentado com ou sem paridade.
Para isso, a reivindicação é de que as(os) deputadas(os) estaduais aprovem uma lei específica que garanta a recomposição salarial das(os) que se aposentaram ou se vão se aposentar sem paridade, garantindo reposições, mesmo quando um governo, como o de Ratinho Junior, decide não pagar a data-base ou não aplicar a mesma correção aplicada às(aos) ativas(os).
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