APP-Sindicato completa 79 anos neste domingo (26) com trajetória de resistência e defesa da escola pública no Paraná

APP-Sindicato completa 79 anos neste domingo (26) com trajetória de resistência e defesa da escola pública no Paraná

Aniversário da entidade marca também o lançamento do projeto “Eu faço parte desta história”, rumo aos 80 anos

Trajetória de lutas em defesa da educação pública e valorização dos(as) educadores(as). Foto: APP-Sindicato

Neste 26 de abril de 2026, a APP-Sindicato completa 79 anos de uma existência que se confunde com a própria história da educação pública paranaense. A celebração ocorre em um dos momentos mais desafiadores de sua trajetória. A entidade lidera a resistência contra um projeto de governo que busca transformar o direito à educação em mercadoria, precarizando o trabalho de professores(as) e funcionários(as).

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Para a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Olegário Mazeto, o marco de quase oito décadas é um símbolo de resiliência. “Nossa história é tecida diariamente pela coragem de quem ocupa a sala de aula e participa da luta sindical. Passamos por perseguições, ditaduras e massacres, mas estamos aqui de pé. Se no passado enfrentamos bombas para defender nossa Previdência, hoje nossa resistência é contra a tentativa de transformar a escola em mercadoria. Registrar essas memórias é garantir que as futuras gerações saibam que cada direito conquistado tem o rosto e a voz daqueles que nunca recuaram”, destaca.

Primeira greve em 1963: Operação Tartaruga reuniu mais de 4 mil pessoas em Curitiba. Foto: Arquivo / APP-Sindicato

Do governo Beto Richa a Ratinho Jr., Walkiria explica que a memória da categoria é o combustível para esses embates. “O legado da APP-Sindicato carrega as marcas do 30 de agosto de 1988 e do massacre de 29 de abril de 2015, que é uma ferida ainda aberta que nos recorda que a democracia e a escola pública exigem vigilância constante”, finaliza.

Massacre do Centro Cívico, ocorrido em 30 de agosto de 1988, uma data para nunca esquecer. Foto: Joka Madruga / APP-Sindicato

A trajetória recente da APP-Sindicato é marcada pelo enfrentamento direto ao projeto de desmonte da gestão Ratinho Jr. (PSD) e do secretário de Educação, Roni Miranda. O movimento “Não Venda a Minha Escola” tornou-se o símbolo da luta contra o programa “Parceiro da Escola”, que transfere a gestão de instituições estaduais para empresas privadas, desviando recursos públicos para o lucro. Somado a isso, a categoria enfrenta a terceirização crescente e o avanço da militarização, que impõe uma lógica autoritária no espaço do pensamento crítico.

Movimento Não Venda a Minha Escola em 2024: união, coragem e luta. Foto: Altvista / APP-Sindicato

Nos últimos anos, a luta do sindicato tem focado no combate ao “caos pedagógico” gerado pela plataformização, na busca por melhores condições de trabalho, diante do recorde de adoecimento mental entre educadores(as) causado pelo excesso de aplicativos, plataformas e metas digitais. A campanha salarial deste ano avançou com o pagamento da data-base, mas estende-se à reivindicação de justiça salarial, com a cobrança do pagamento da dívida da data-base, pela equiparação salarial do magistério e dos(as) Agente II, além das pautas dos(as) aposentados(as).

Eu faço parte desta história

Para preparar o marco dos 80 anos, em 2027, a APP-Sindicato lança oficialmente o projeto “Eu faço parte desta história”. O objetivo é coletar relatos de quem esteve na linha de frente: dos(as) veteranos(as) da educação aos(às) jovens educadores(as) que hoje somam-se às lutas sindicais. A ideia é transformar vivências pessoais em uma coletânea especial que será um símbolo dos 80 anos da entidade.

>> Acesse aqui a página do projeto e preencha este capítulo: https://appsindicato.org.br/eu-faco-parte-desta-historia/

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