APP-Sindicato cobra suspensão de alterações na EJA e a abertura de matrículas da Educação Profissional

Reivindicações foram apresentadas durante reunião virtual da Comissão de Educação da Alep

Em reunião virtual, APP-Sindicato cobrou soluções para problemas criados pelo governo na EJA - Foto: Euclides Garcia

Dirigentes da APP-Sindicato participaram, na manhã desta terça-feira (21), de uma reunião virtual convocada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O sindicato cobrou soluções imediatas para problemas criados pelo governo na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e para a Educação Profissional.

O presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão, conta que o tema central da reunião foi a “precariedade em que se encontra Educação de Jovens e Adultos” devido a decisão tomada pela Secretaria da Educação e do Esporte (Seed) que acabou com a oferta de ensino flexível.

“As críticas que o sindicato fez desde o início do segundo semestre de 2019 se mostraram acertadas. Denunciamos o processo de exclusão e o aligeiramento imposto por exames que não garantem os direitos de aprendizagem aos jovens e adultos”, disse Hermes.

Segundo o dirigente, os(as) participantes da reunião reconheceram o problema. Hermes explica que a Comissão de Educação da Alep fará a mediação dos debates sobre a organização e oferta da EJA na rede estadual.

O presidente da APP-Sindicato também cobrou do empresário Renato Feder, secretário da Educação, a prorrogação do prazo para matrículas, além da continuidade e abertura de turmas para o segundo semestre letivo, dos cursos técnicos da Educação Profissional oferecidos pela rede pública estadual.

Educação de Jovens e Adultos

A EJA é destinada a jovens e adultos que não puderam concluir os estudos na idade adequada. Até 2019, os(as) estudantes dessa modalidade tinham a opção de estudar disciplinas individuais e frequentar a escola de acordo com sua disponibilidade. Esse sistema flexível atendia a realidade de pessoas que têm dificuldade de estudar diversas matérias ao mesmo tempo ou que a escala de dias e horários do trabalho impede a frequência diária na escola.

A partir de 2020, o governo Ratinho Junior obrigou todas essas pessoas se adaptarem a um novo modelo, semestral, com quatro disciplinas ao mesmo tempo e exigência de frequência diária. Segundo Hermes, como o sindicato havia denunciado, a decisão do governo provocou desistência e reprovação por falta em massa.

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Participantes

Participaram da reunião, pela APP-Sindicato, o presidente, Hermes Silva Leão, a secretária Geral, Vanda Santana, a secretária Educacional, Tais Mendes, o secretário de Municipais, Celso Santos, e os assessores Edmilson Leite e Cid Cordeiro. Pela Alep, os deputados Hussein Bakri, Professor Lemos e Romanelli. Pela Seed, o secretário, Renato Feder, e coordenadores da área. Pelo Conselho Estadual da Educação, Oscar Alves e Fabiana Fabiana Cristina de Campos. Também participou da reunião a coordenação do Fórum Paranaense de EJA.